sábado, 17 outubro 2026

Israel avança com lei que limita participação de candidatos árabes nas eleições locais

O diploma, aprovado na quinta-feira numa primeira leitura e que precisa de mais duas leituras para uma aprovação final, foi apresentado pelo deputado Hanoch Milwidsky do Likud, o partido conservador do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

O texto foi aprovado com 51 votos a favor e 11 contra.

“Um candidato não poderá promover, explícita ou implicitamente, a negação da existência do Estado de Israel como Estado judeu e democrático”, refere o texto.

“A presença de apoiantes do terrorismo, da luta armada e do racismo contra o Estado de Israel nas autarquias locais é absurda”, indicam as notas explicativas do projeto-lei.

O diploma prevê ainda que o Ministério da Administração Interna revogue a eleição caso um conselheiro viole as normas, o que será decidido numa audiência com o candidato e o chefe da autoridade local.

Entre os partidos árabes, o projeto-lei suscitou receios de restringir ainda mais a participação destas formações nas eleições locais, uma vez que os palestinianos de Israel são os mais críticos do Governo de Netanyahu e da sua campanha de guerra em curso na Faixa de Gaza, entre outras políticas.

No final de outubro, outro projeto-lei com as mesmas características foi aprovado em primeira leitura, mas visando as eleições parlamentares e a limitar a autoridade do Supremo Tribunal sobre o Comité Central de Eleições.

“Qualquer pessoa que celebre assassinos terroristas não tem lugar no Knesset (parlamento) de Israel”, de acordo com esse projeto de lei.

No início deste mês, o Comité de Ética do Knesset votou por unanimidade a suspensão por seis meses do deputado Ofer Cassif, o único membro judeu do partido Hadash-Ta'al, de maioria árabe, por ter dito que Israel comete “genocídio dentro de Gaza”.

O conflito em curso na Faixa de Gaza foi desencadeado pelo ataque do grupo islamita palestiniano Hamas em solo israelita em 07 de outubro de 2023, que causou cerca de 1.200 mortos e mais de duas centenas de reféns, segundo as autoridades israelitas.

Desde então, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que provocou mais de 44.000 mortos, segundo o Hamas, que governa o pequeno enclave palestiniano desde 2007.

 

A Semana com Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
10 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
11 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
14 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport