terça-feira, 13 outubro 2026

I Internacional

Japão reclamará lugar para África no Conselho de Segurança da ONU

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, prometeu hoje "remediar uma injustiça histórica" que irá fazer pressão para que o continente africano tenha um lugar permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Para agir eficazmente" e consolidar a paz e a segurança em África, é "urgente remediar a injustiça histórica" da ausência de um assento permanente para África na ONU, disse, segundo a Lusa, Kishida através de videoconferência, numa cimeira Japão-África, que se realiza em Tunes, Tunísia, desde sábado.

Segundo o chefe do Governo japonês, citado pela agência France-Presse (AFP), o seu país pretende "criar um ambiente em que o povo africano possa viver em paz e segurança para que o continente se possa desenvolver.

"O Japão reforçará a sua parceria com África" e, no próximo ano, quando estiver no Conselho de Segurança com um assento não permanente (2023 e 2024), irá defender a reforma da ONU e um assento permanente para o continente.

Kishida, que ficou em Tóquio devido à covid-19, apontou que será "um momento de verdade para a ONU".

"Para que a ONU possa trabalhar de forma eficaz pela paz e estabilidade, é urgente reforçar a ONU através da reforma do Conselho de Segurança", sublinhou.

Conforme a mesma fonte, atualmente o Conselho de Segurança é composto por 15 membros, dos quais cinco permanentes (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido), sendo os restantes lugares ocupados por outros Estados-membros das Nações Unidas em rotações de dois anos.

Kishida agradeceu ainda à União Africana e à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pela sua "mediação na prevenção de conflitos" e referiu que os problemas transfronteiriços no continente devem ser abordados, tal como a formação das forças de segurança, a governação judicial e administrativa e a insegurança alimentar.

Na abertura do encontro, no sábado, o chefe do Governo anunciou "investimentos de 30 mil milhões de dólares (cerca de 30 mil milhões de euros)" ao longo de três anos em África.

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Comentários

joão do rosário
6 dias atrás

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jcf
7 dias atrás

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joão do rosário
10 dias atrás

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