O resultado das eleições israelitas da próxima terça-feira, 27, parece estar a encaminhar-se cada vez mais para não haver um vencedor claro, como mostra a última sondagem do site Zman Yisrael, publicada esta quinta-feira, 23, que aponta para um empate técnico entre o bloco de direita, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e os partidos da oposição sionistas, encabeçados por Gadi Eisenkot.
Segundo Sapo Noticias que cita DN, conforme este estudo de opinião, cada bloco poderá conquistar 51 lugares no parlamento, um número abaixo dos 61 necessários para formar uma coligação maioritária. Em termos mais concretos, o partido com mais intenções de votos é o Yashar, de Eisenkot, com um potencial de conquistar 23 deputados, menos três do que na sondagem anterior. Já o Likud, de Netanyahu, surge em segundo lugar, com 21 eleitos, mais um do que na semana anterior.
O chamado bloco anti-Netanyahu engloba ainda duas formações políticas de maioria árabe - a Lista Conjunta e o Ra’am -, com a sondagem do Zman Yisrael a indicar que poderão vir a conseguir nove e cinco deputados, respetivamente.
O que, em teoria, poderia fortalecer este segundo grupo, no entanto, o Yashar, de Gadi Eisenkot, e quase todos os outros partidos da oposição garantiram que não pretendem aliar-se com as duas formações árabes. Isto apesar de o Ra’am reconhecer Israel como um Estado judaico e se ter mostrado disponível para participar num futuro governo.
Relevante ainda para este jogo de cadeiras é o facto de o partido de direita Povo de Israel, de Ofer Winter, e que se comprometeu a apoiar apenas Netanyahu, surge nesta sondagem abaixo dos 3% mínimos para conseguir entrar no parlamento.
Segundo a mesma fonte, esta semana, Winter acusou Netanyahu e o seu ministro das Finanças da extrema-direita, Bezalel Smotrich, de pressionarem o seu partido de participar nas eleições de terça-feira. “Não desisti no passado e não desistirei no futuro, porque estão em causa os valores e princípios que me levaram a entrar nesta luta”, sustentou o antigo militar. Embora garantindo que nunca se colocará contra o primeiro-ministro israelita, avisou que tentará impor as suas condições, se se tornar uma peça essencial numa eventual coligação com o Likud.
Também o líder do partido de direita Público Haredi, Moti Leitner, revelou que os dois grandes partidos ultraortodoxos de Israel, Shas e Torá Unida, o ameaçaram para desistir, coisa que indicou não tencionar fazer.

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