quinta-feira, 15 outubro 2026

E Economia

Fogo: Cooperativa Cutelo Capado produz actualmente menos de 100 queijos por dia devido ao impacto da seca – presidente

A unidade semi-industrial de transformação e produção de queijo de Cutelo Capado, com capacidade instalada para 800 queijos/dia, produz actualmente menos de 100 unidades diárias, devido à insuficiência de leite provocada pelo impacto da seca.

 

De acordo com a Inforpress,a situação foi avançada pelo presidente da Cooperativa de Produtos Agrícolas e Pecuárias (Coopap), João Pires, no encerramento do projecto de melhoria e diversificação da cadeia de transformação de produtos derivados do leite, implementado em parceria com a Cospe.

Segundo João Pires, o mau ano agrícola, marcado pela escassez de chuva e de pastagem, reduziu a produção de leite dos animais e obrigou muitas famílias da comunidade a procurar outras alternativas de subsistência, para além da criação de gado.

“Estamos em meados de Agosto e ainda não choveu”, afirmou, salientando a preocupação dos criadores perante a possibilidade de enfrentarem mais um ano de dificuldades.

Apesar da capacidade instalada, a falta de matéria-prima impede o pleno funcionamento de equipamentos adquiridos no âmbito do projecto e anteriormente, como uma prensa pneumática e uma máquina semi-industrial para cura de queijo, com capacidade para mais de 800 unidades.

A produção actual, inferior a 100 queijos por dia, 12,5 por cento (%) da capacidade instalada, destina-se essencialmente à manutenção dos clientes, sobretudo nos mercados de Santiago e Sal, além de São Filipe, pois segundo o responsável, manter uma produção mínima é importante, uma vez que “é mais difícil reconquistar os clientes” caso a cooperativa deixe de abastecer o mercado.

A unidade trabalha com dezenas de criadores de gado de pequeno, médio e grande porte, provenientes de várias localidades, desde Miguel Gonçalves até Lacacã, passando por Monte Grande.

O projecto teve como objectivo melhorar e diversificar a produção de derivados do leite, com a aposta em novos tipos de queijo, nomeadamente, curado e temperado, bem como no aproveitamento de outros derivados.

Entre os principais ganhos, João Pires destacou a formação dos trabalhadores ligados à produção e à gestão da cooperativa e a aquisição de equipamentos, incluindo prensa pneumática, malas térmicas para transporte, câmara fria-vitrina, equipamentos informáticos, rótulos e embalagens.

A cura do queijo pode decorrer durante cerca de 60 dias, enquanto o processo de meia-cura tem uma duração aproximada de 30 dias.

Os criadores destacaram a importância do projecto, mas destacaram a situação vivida neste momento, mostrando-se algum optimismo ainda num ano melhor que o vivido neste momento.

Nas zonas alta e sul da ilha, desde Ribeira Filipe, passando por Cabeça do Monte, Cutelo Capado, Patim e Achada Furna existem cinco unidades de produção de queijo, sendo as de Cutelo Capado e de Suifogo, em Patim, as duas semi-industriais e com maior capacidade de absorção de leite dos criadores e a sua transformação em queijo e outros produtos.

 

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Comentários

joão do rosário
7 dias atrás

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jcf
9 dias atrás

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joão do rosário
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