sexta-feira, 16 outubro 2026

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Dia Nacional do Batuque: Historiador pede maior reconhecimento das batucadeiras e fazedores do batuque

As batucadeiras e fazedores do batuque carecem ainda de maior reconhecimento, como cachês justos e formalização no sistema de proteção social, considerou hoje, na cidade da Praia, o historiador cabo-verdiano José Soares.

 

José Soares considerou ainda que os fazedores do batuque devem estar formalizados e inscritos no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), para que possam beneficiar de uma reforma após anos de contribuição para a cultura cabo-verdiana.

 

Celebra-se hoje o Dia Nacional do Batuque, data instituída por unanimidade na Assembleia Nacional, em 2021, para homenagear um dos géneros musicais mais antigos de Cabo Verde e destacar, segundo a Inforpress, o papel central das mulheres na preservação desta tradição secular.

Em declarações à Inforpress, José Soares considerou que a institucionalização da efeméride teve “um impacto brutal”, por formalizar uma vontade antiga das batucadeiras e dos seguidores desta manifestação cultural.

Segundo o historiador e ex-deputado da Nação, a aprovação no parlamento representou “um momento importante”, tendo em conta que todos os deputados votaram favoravelmente a iniciativa, sem qualquer pronunciamento contra.

José Soares destacou que o batuque já era reconhecido dentro e fora de Cabo Verde, mas sublinhou que ainda existem desafios para garantir a valorização plena desta expressão cultural.

“Falta muito ainda para fazer para o batuque”, afirmou, defendendo que esta manifestação deve ter presença nos grandes palcos de festivais com uma remuneração proporcional à sua importância.

Para o mentor do Dia Nacional do Batuque, os grupos de batuque não devem receber uma “gratificação”, mas sim um cachê igual ao atribuído a outros grupos musicais, considerando o número de pessoas envolvidas e o trabalho realizado.

“Os nossos promotores culturais ou instituições têm que saber cada vez mais a história do batuque, para valorizarem o batuque e, quando convidarem para alguns eventos, atribuírem o cachê e não uma gratificação”, defendeu segundo a fonte referida.

José Soares considerou ainda que os fazedores do batuque devem estar formalizados e inscritos no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), para que possam beneficiar de uma reforma após anos de contribuição para a cultura cabo-verdiana.

Na sua perspectiva, o batuque deve ser valorizado como um produto cultural e turístico, por representar “a alma do povo cabo-verdiano” e a “morabeza” de Cabo Verde.

Sobre o envolvimento dos jovens, José Soares afirmou que existe actualmente um grande interesse das novas gerações pelo batuque, lembrando o grupo juvenil Pó di Terra, do Tarrafal, que levou esta manifestação dos terreiros para os palcos no ano 2000.

O historiador acrescentou que hoje existem jovens cabo-verdianos na Europa a integrar grupos e a participar em festivais, demonstrando que o batuque deixou de ser visto como uma manifestação menor.

“Hoje, os jovens não têm complexo de que batuque é igual à morna, igual à coladeira, igual ao funaná. É a tradição da nossa terra”, concluiu.

 

 

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Comentários

joão do rosário
9 dias atrás

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jcf
11 dias atrás

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joão do rosário
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