sábado, 24 outubro 2026

EUA/Cabo Verde:Assinatura de ‘compacto’ financeiro norte-americano com Cabo Verde prevista para 2026

 

A vice-presidente da MCC falava em conferência de imprensa após a assinatura com o vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, Olavo Correia, de um acordo de subvenção de 5,6 milhões de dólares (cinco milhões de euros) para ajudar a preparar os projetos e todo o ‘compacto’ – subvenção que se junta a outras, totalizando 6,3 milhões de dólares (5,7 milhões de euros) para o efeito.

 

“Levará algum tempo a desenvolver este programa: gostaríamos de identificar os principais problemas e as intervenções, bem como realizar estudos de viabilidade” para que o terceiro ‘compacto’ de que Cabo Verde vai beneficiar possa ser implementado logo após a assinatura, referiu.

“Talvez no início de 2026 [possamos] subscrever o programa”, disse a dirigente daquela agência governamental norte-americana de apoio ao desenvolvimento.

Só depois do estudo serão definidos projetos concretos e um valor do apoio financeiro, sendo certo que “os EUA estão com restrições orçamentais. No entanto, faremos o nosso melhor para lutar por um envelope adequado, que seja capaz de responder a algumas das necessidades deste programa”, acrescentou Kyeh Kim.

“Este programa deve ser estratégico, catalisador e transformador para estimular o crescimento económico”, assente na “integração regional e comércio regional”, referiu.

A vice-presidente da MCC falava em conferência de imprensa após a assinatura com o vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, Olavo Correia, de um acordo de subvenção de 5,6 milhões de dólares (cinco milhões de euros) para ajudar a preparar os projetos e todo o ‘compacto’ – subvenção que se junta a outras, totalizando 6,3 milhões de dólares (5,7 milhões de euros) para o efeito.

A verba vai financiar o plano de atividades da Unidade Desenvolvimento de Programa (UDP), liderada por Joana Brito. “Muitas vezes, as pessoas começam a ficar espantadas com os números. Pela minha experiência, é o caro que sai barato: quanto melhor forem os estudos, quanto mais participativa for a abordagem e mais informações tivermos, melhores serão as decisões” acerca das iniciativas a financiar, disse Olavo Correia.

“Vale a pena termos aqui uma boa auscultação de toda a sociedade, dos parceiros, beneficiários, para que o ‘compacto’ possa ir ao encontro das ambições da nação cabo-verdiana e tenha um impacto transformador”, acrescentou.

O terceiro ‘compacto’ da MCC em Cabo Verde vai ser dirigido às áreas da transição digital e transportes, tendo em vista as ligações entre ilhas e do arquipélago com o mundo, bem como a nível a integração comercial regional.

O vice-primeiro-ministro com a tutela da Economia e Finanças reafirmou o objetivo de duplicar o potencial de crescimento económico do país.

O encontro de hoje serviu também para a apresentação de Christopher Broughton, novo diretor da agência norte-americana para Cabo Verde, onde vai residir para preparação do programa e que demonstrou confiança na unidade destinada a desenvolver o trabalho.

A MCC concedeu o primeiro pacote de ajuda a Cabo Verde, no valor de 84,6 milhões de euros, entre 2005 e 2010, destinando-se a infraestruturar o país.

Dois anos depois, forneceu um segundo compacto financeiro, no valor de 50,9 milhões de euros, que vigorou até 2017, para melhorar a gestão dos recursos hídricos e do saneamento, bem como dos serviços de gestão da propriedade.

A MCC fornece subsídios e assistência por tempo limitado a países com bons indicadores ao nível da governação, combate à corrupção e respeito pelos valores democráticos.

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
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