sábado, 24 outubro 2026

Governo cabo-verdiano diz que a maioria dos professores ignorou a greve

“A larga maioria, mais de 90% dos professores, não só estão de acordo com o novo plano de carreiras, como não aderiu à greve. Penso que os líderes sindicais deviam tirar ilações”, referiu Amadeu Cruz, ressalvando a participação na ilha de São Vicente.

A nível nacional, “praticamente não houve adesão, em vários concelhos e várias ilhas, excetuando na ilha de São Vicente onde houve participação a rondar 25%. Nas demais, praticamente não houve adesão”, referiu.

Os três sindicatos de professores de Cabo Verde referiram que a greve teve impacto nalgumas escolas, mas sem números de adesão agregados – depois de dirigentes terem admitido à Lusa uma fraca adesão, alegando intimidações.

“Não perseguimos ninguém, é uma falsa questão”, referiu o ministro, acrescentando ter conhecimento de “líderes de sindicatos” que pressionaram professores “para aderir à greve”.

“Nenhum governo dialogou tanto com os sindicatos, nenhum ministro da educação fez tantas reuniões com sindicatos como eu tenho feito”, disse Amadeu Cruz.

Esta sexta-feira, o governo respondeu a uma das reivindicações e publicou uma lista de 1.005 professores do ensino básico que vão beneficiar do “subsídio de não redução de horário”.

Segundo o ministro, é o culminar “da resolução das pendências erradas do Governo anterior”, acumuladas desde 2008, pedindo aos sindicatos que esclareçam que reivindicações estão por atender.

O Governo tem anunciado uma despesa adicional de cerca de 800 milhões de escudos (7,3 milhões de euros) anuais com a valorização das carreiras, além de novos aumentos salariais previstos para o novo plano de carreiras.

No entanto, os sindicatos dizem que está em causa a equiparação da classe, em vários aspetos, à administração pública, com um Plano de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR), reclamando a manutenção de um estatuto da classe docente, tal como acontece com outras profissões, como os médicos.

Amadeu Cruz esclareceu  esta sexta-feira que, com a nova lei de bases do emprego público, o plano de carreiras assume a designação de PCFR, mas os professores continuam a gozar do mesmo estatuto e prerrogativas.

“Têm de esclarecer quais são as outras questões”, pediu o ministro, perguntando “se estão interessados noutras agendas” com objetivos políticos, que implicam “perpetuar a instabilidade”.

Um total de 130 mil alunos e 7.500 professores do ensino básico ao secundário regressaram às aulas na segunda-feira, em Cabo Verde.

A lei da carreira dos professores que estabelece aumentos salariais vai voltar a ser submetida, pelo Governo, ao parlamento, após veto do Presidente da República.

A Semana com Lusa 

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
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