sábado, 24 outubro 2026

Timor/25 anos: Secretário-geral da ONU chega a Díli para comemorações do referendo pela independência

Guterres chegou cerca das 15:30 locais (07:30 em Lisboa) e foi recebido no aeroporto Nicolau Lobato pelo Presidente e pelo primeiro-ministro timorenses, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, respetivamente.

Ao longo da avenida Nicolau Lobato, que liga o aeroporto ao centro da capital timorense, centenas de crianças vestidas com cores diferentes consoante as escolas deram as boas-vindas ao secretário-geral da ONU, enquanto agitavam pequenas bandeiras e gritavam “Timor-Leste”.

Hoje, António Guterres vai ser condecorado pelo chefe de Estado timorense com o Grande Colar da Ordem de Timor-Leste, a mais alta distinção do país.

No decreto presidencial sobre a condecoração, José Ramos-Horta destacou o papel de Guterres, que, enquanto primeiro-ministro de Portugal, entre 1995 e 2002, “foi um defensor proeminente do direito do povo de Timor-Leste à autodeterminação e independência, desempenhando um papel fundamental na resolução da questão”.

De acordo com o mesmo decreto, o atual secretário-geral da ONU sempre foi “amigo de Timor-Leste” e o seu “trabalho incansável” permitiu que o país “gozasse das liberdades que tem atualmente”.

Durante a estada em Timor-Leste, Guterres tem previstos encontros com o Presidente e com o primeiro-ministro timorenses e discursa no Parlamento Nacional e no Estádio Municipal de Díli, no âmbito das comemorações do referendo.

 O secretário-geral da ONU visita ainda o Arquivo e Museu da Resistência Timorense, bem como a exposição sobre mulheres da resistência e participa no programa Horta Show, juntamente com Xanana Gusmão.

A realização do referendo foi decidida entre Portugal e a Indonésia em 05 de maio de 1999, sob os auspícios da ONU, com a assinatura de três acordos, nomeadamente um sobre a questão de Timor-Leste, outro sobre a modalidade da consulta popular e um terceiro sobre segurança.

Em 30 de agosto de 1999, 344.580 das 446.666 pessoas registadas (433.576 em Timor-Leste e 13.090 nos centros no estrangeiro) escolheram a independência do país e, consequentemente, o fim da ocupação da Indonésia, que invadiu Timor-Leste em 07 de dezembro de 1975, apesar da violência perpetrada pelas milícias que apoiavam a integração.

Com o resultado do referendo, a Indonésia abandonou Timor-Leste, com as milícias pró-indonésias a deixarem um rasto de horror e violência, tendo entrado a autoridade de transição das Nações Unidas, que geriu o país até à restauração da independência, em 20 de maio de 2002.

A Semana com Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
18 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport