domingo, 25 outubro 2026

Venezuela: Corina Machado rejeita novas eleições e oferece ata da oposição para revisão

María Corina Machado sublinha que o resultado das eleições presidenciais de 28 de julho “não é negociável” nem a “soberania popular” que, afirma, deu o seu apoio maioritário ao candidato da oposição, Edmundo González.

"Na mente de quem se pode realizar outra eleição? Aqui já houve uma, nos termos do regime, com uma campanha absolutamente desigual (…). As atas que temos são documentos oficiais da CNE [Conselho Nacional Eleitoral] e, segundo as suas regras, vencemos, o mundo sabe que vencemos”, reitera a líder da oposição venezuelana.

Numa entrevista publicada hoje no jornal espanhol El País, Corina Machado disse que “o desafio é fazer com que Maduro entenda que a sua melhor opção é aceitar os termos de uma transição negociada”, solução com a qual, como ele expressa, “muitos países, muitos governos estão alinhados”.

“Acredito que é uma posição que une todos os países do mundo quando dizem que devemos ter uma verificação imparcial das atas”, afirmou, acrescentando que os que estão nas mãos da oposição “estão à disposição de quem quiser analisá-los, verificá-los”.

“Podem fazê-lo já”, acrescentou, apontando para uma "base de dados aberta".

Já sobre Maduro, disse que “podemos agora falar de transição” mas não tanto “de negociação”.

“Para que haja negociação é necessário que ambas as partes queiram (…). É uma negociação para a transição, não para a partilha do poder ou de outras ideias que surgiram”, disse.

Paralelamente, a tarefa é “deter a repressão” que Maduro exerce sobre a sociedade civil.

“Estamos a falar de Maduro, que se vangloria diariamente de ter mais de 2.000 detidos, estão a tirar testemunhas eleitorais das suas casas, procuram quem foi voluntário no dia das eleições”, descreveu.

Nesta linha de pensamento, a líder da oposição na Venezuela admitiu até que possa ser presa, bem como o candidato da oposição Edmundo González.

“Na Venezuela tudo é possível, sinto que no seu desespero Maduro escolheu o caminho mais perigoso, entrincheirando-se, cercando-se de um alto comando militar. Acho que é um grande erro da sua parte e um enorme risco para os venezuelanos”, afirmou.

A Semana  com Lusa 

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
22 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport