domingo, 25 outubro 2026

Governo de Cabo Verde pede moderação na negociação com pilotos que ameaçam com greve

 

Entre as 12 reivindicações da classe, estão questões ligadas à segurança operacional, atrasos no processamento de salários, a inexistência de um programa de segurança, proteção da saúde e higiene no trabalho, uma redução de subsídios e cancelamento de consultas médicas.

 

“Tem de haver equilíbrio de parte a parte, moderação para que possamos chegar a um compromisso entre o Estado, a gestão da empresa e os colaboradores”, pediu o também ministro das Finanças, no mesmo dia em que as partes estão a realizar uma reunião de conciliação, mediada pela Direção Geral do Trabalho (DGT).

O sindicato que representa os 32 pilotos dos voos internacionais da Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) entregou um pré-aviso de greve para o período entre 27 de julho e 01 de agosto.

Entre as 12 reivindicações da classe, estão questões ligadas à segurança operacional, atrasos no processamento de salários, a inexistência de um programa de segurança, proteção da saúde e higiene no trabalho, uma redução de subsídios e cancelamento de consultas médicas.

O ministro das Finanças considerou “normal” que os colaboradores possam querer melhores remunerações e melhores condições de trabalho, mas salientou que deve haver “abertura de parte a parte” para tentar chegar a um “compromisso em prol da nação cabo-verdiana e em prol da empresa”.

“Estamos disponíveis para, dentro daquilo que é o espaço orçamental da empresa, dar resposta às demandas dos colaboradores”, prometeu o número dois do Governo cabo-verdiano.

Olavo Correia remeteu para o ministro dos Transportes, Carlos Santos, a divulgação das conclusões da reunião, que, segundo a DGT, é uma “tentativa de conciliação/mediação”, com vista a superação de conflitos existentes entre as partes.

Em abril, os 32 pilotos de voos internacionais da companhia área pública cabo-verdiana anunciaram uma greve de seis dias, mas chegaram a um acordo com a companhia e desconvocaram a paralisação.

Entretanto, alegaram que se registou um “recuo” por parte do Governo na materialização dos acordos e decidiram mesmo avançar para a paralisação.

A TACV, que opera com o nome comercial Cabo Verde Airlines (CVA), realiza voos internacionais para Portugal, França e Itália.

Em fevereiro, alugou dois aviões modelo ATR para salvar as rotas domésticas, depois de a concessionária Bestfly ter deixado o país, mas, apesar de haver uma melhoria global do serviço, mantêm-se várias queixas sobre falhas na operação.

A Semana com Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
22 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport