sábado, 24 outubro 2026

Médicos cabo-verdianos aplaudem promulgação da lei de transplante de órgãos

 

"Ainda não sabemos qual a previsão de implementação do projeto: o mais difícil é o equipamento, o resto exige uma organização bem elaborada para que as coisas comecem a funcionar", explicou o bastonário.

"É uma decisão que muito nos orgulha. Em Cabo Verde os doentes ainda estão a ser transferidos para Portugal e é claro que a [transferência] é uma oportunidade de tratamento", mas "ficam isolados, podem não ter outro familiar" por perto, disse à Lusa o bastonário da OMCV.

Danielson Veiga apontou que após a promulgação da lei, há uma semana, pelo Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, "o plano agora é olhar para o futuro" daquilo que considera ser um novo "projeto" do país na área da saúde.

Além da parte logística e de equipamentos para a sua implementação, "há necessidade também de capacitar os técnicos, não só médicos, mas também pessoal de enfermagem".

"Ainda não sabemos qual a previsão de implementação do projeto: o mais difícil é o equipamento, o resto exige uma organização bem elaborada para que as coisas comecem a funcionar", explicou.

O bastonário referiu que são necessários, pelo menos, seis meses para os técnicos estarem capacitados e começarem a operar na área.

"Temos de fazer de tudo para colocar pessoas capacitadas a trabalharem em Cabo Verde. Somos um país com parceiros, temos bons amigos em Portugal. Muitos estão empenhados em apoiar-nos neste projeto", adiantou.

João Augusto do Rosário, jornalista cabo-verdiano a quem foi diagnosticada insuficiência renal em 2009, fez hemodiálise nos nove anos seguintes até receber um novo rim, em 2018, e considerou a promulgação da lei como um "passo gigante".

"É a nossa sociedade que sai a ganhar", disse à Lusa, seis meses depois de dar o seu testemunho, quando a lei passou no parlamento.

"Esperemos que, ultrapassada a fase da aprovação e promulgação da lei, o executivo saiba aproveitar a cooperação portuguesa e não só para levar a lei à prática", sublinhou.

João do Rosário referiu que ter em Cabo Verde a possibilidade de os cabo-verdianos conseguirem realizar este tipo de tratamento "é uma luz no fundo do túnel, a partir de agora".

A Semana com Lusa

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
20 dias atrás

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