domingo, 25 outubro 2026

PAICV acusa Governo de fazer oposição à Câmara Municipal da Praia ateando uma relação de hostilidade

 

“A justiça tem o seu tempo. Que se investigue, mas que se aproveite a oportunidade para se investigar também os outros casos. Quem nos deve garantir a isenção, independência, a seriedade da justiça é a própria justiça”, referiu, Rui Semedo, salientando que não se pode pôr em causa estes requisitos fundamentais, isto é, a independência, a isenção e a seriedade da justiça.

 

Estas considerações vieram na voz do presidente do PAICV, Rui Semedo, à margem de uma visita realizada hoje ao presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, na sequência do acto de busca à edilidade.

O Governo não tem de ser nem fazer oposição à câmara municipal. Tem de ser um parceiro para a câmara municipal e não deve, em nenhum momento bloquear, condicionar e dificultar a ação da câmara municipal”, criticou, frisando que a qualidade da democracia, também é avaliada com a qualidade da cooperação e colaboração institucional entre o poder central e o poder local.

Neste caso, segundo a mesma fonte, verifica-se uma “hostilidade bastante forte” entre o Governo e a câmara municipal.

“Designadamente, não disponibilizando meios, tentando condicionar a ação da câmara municipal. Isso não é justo, não é legal nem democrático”, censurou, elucidando que a democracia tem dois aspectos que devem andar de mãos dadas, ou seja, a disputa nos momentos eleitorais e a cooperação nos pós-eleições.

No seu entendimento está “a faltar” a cooperação do Governo que “entende fazer oposição” à autarquia local, referindo que Francisco Carvalho “não precisa do Governo para ter ganhos”.

“O Francisco Carvalho é reconhecido como um presidente humilde, trabalhador, honesto, disponível para trabalhar e tem um reconhecimento popular muito forte. Cada solavanco que recebe do Governo reforça as raízes e as suas bases de ligação com os eleitores da Praia”, ressaltou.

Em relação aos casos que envolvem a edilidade praiense, o líder do PAICV estriba-se no adágio popular “quem não deve não teme”.

“A justiça tem o seu tempo. Que se investigue, mas que se aproveite a oportunidade para se investigar também os outros casos. Quem nos deve garantir a isenção, independência, a seriedade da justiça é a própria justiça”, referiu, Rui Semedo, salientando que não se pode pôr em causa estes requisitos fundamentais, isto é, a independência, a isenção e a seriedade da justiça.

“Portanto, é a justiça que cabe cuidar da sua própria imagem para que os cidadãos acreditem nela”, concluiu.

A Semana com Inforpress 

 

 

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport