sábado, 24 outubro 2026

Presidente da câmara da Praia acusa MpD de fazer “judicialização da política”

 

“O recurso aos tribunais, até sentenças antecipadas. Eu vi uma entrevista do senhor secretário geral do MpD, eu fiquei triste porque pareceu-me que era um juiz a falar”, salientou o presidente da CMP, pedindo mais serenidade.

Francisco Carvalho falava em entrevista à imprensa, à margem da VII sessão extraordinária da Assembleia Municipal da Praia, tendo avançado que neste momento a autarquia está a fazer um levantamento da quantidade de processos que o MpD já entregou nos tribunais contra a câmara da Praia.

Isto, pela “incapacidade e incompetência” do MpD de conseguir participar do “novo processo" de desenvolvimento no município da Praia”, considerou, sustentando que a oposição tem optado, por isso, por fazer “algo que tem sido moda em outros contextos, que é a judicialização da politica”.

“O recurso aos tribunais, até sentenças antecipadas. Eu vi uma entrevista do senhor secretário geral do MpD, eu fiquei triste porque pareceu-me que era um juiz a falar”, salientou, pedindo mais serenidade.

Francisco Carvalho assegurou que a câmara confia plenamente na justiça, tendo realçado que a própria autarquia já chamou pela justiça, em outros momentos “apesar de não aparecer”.

A Câmara Municipal da Praia está a ser investigada por supstos crimes de falsificação de documentos públicos, recebimento indevido de vantagem, peculato, defraudação de interesses patrimoniais e abuso de poder, sendo que há dois processos, um referente ao período de 2016 a 2019, altura em que Óscar Santos era presidente.

De acordo com o primeiro despacho que ditou as buscas, as investigações estão relacionadas com o concurso e a execução das obras de asfaltagem das vias e bairros da cidade da Praia, nomeadamente da via principal do Palmarejo, da zona do Ténis, no Platô, da zona do Liceu Domingos Ramos, a via de acesso ao Cemitério da Várzea e da via de Cidadela no Palmarejo Grande.

Num outro processo, que fala de alegados crimes de falsificação de documentos públicos, recebimento indevido de vantagens, violação da norma de execução orçamental e defraudação de interesses patrimoniais públicos, o Ministério Público aponta como suspeitos a actual secretária municipal, Joselina Soares Carvalho, a vereadora das Infra-estruturas da autarquia, Kyrha Hopffer Varela, o vereador da Cultura, Jorge Garcia, a coordenadora da Unidade de Gestão das Aquisições Públicas da Câmara, Maria Varela, técnico superior Gilson Correia e o presidente da câmara da Praia, Francisco Carvalho.

Aponta ainda como suspeita a empresa Construção Barreto, SA, cujas instalações foram igualmente alvo de buscas e apreensão.

A Semana com Inforpress

 

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
20 dias atrás

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