sábado, 24 outubro 2026

Cabo Verde e Brasil querem retomar viagens e aumentar relações comerciais

“Queremos fomentar as relações económicas e empresariais com o Brasil, há um potencial, e teremos de trabalhar um pouco mais a conectividade, seja ela marítima ou aérea”, afirmou a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Cabo Verde, Miryan Vieira, no final da reunião que decorreu na capital cabo-verdiana, Praia.

O secretário para África e Oriente Médio do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Duarte, disse que, pela sua posição geoestratégica, Cabo Verde também proporciona ao seu país “oportunidades” de acesso ao mercado africano.

A companhia aérea cabo-verdiana (TACV), que já voa para Portugal, França e Itália, pretende retomar as ligações com o Brasil, após a suspensão durante a pandemia da covid-19.

“O Brasil é um país em desenvolvimento que tem aspirações e capacidades muitas vezes semelhantes e complementares com Cabo Verde e temos todo o interesse em aprofundá-las”, manifestou o diplomata.

Carlos Duarte disse que as empresas brasileiras “têm interesse em participar mais” no mercado de Cabo Verde, através de investimentos e do comércio, numa altura em que o Governo tem em curso um programa de privatizações de nove empresas públicas, que pretende terminar até 2025.

“São oportunidades económicas que o setor privado brasileiro deve considerar seriamente”, desafiou o porta-voz do Governo brasileiro, que apontou ainda o turismo e a exportação de alimentos como áreas que os dois países podem dinamizar.

Entretanto, salientou que é preciso um “conhecimento maior” das oportunidades, bem como a criação de instrumentos governamentais para proteção de investimentos.

O fórum bilateral realizado hoje na capital cabo-verdiana serviu para partilha de informação e balanço das ações de cooperação entre os dois países, que já acontece em áreas como a capacitação técnica, assistência humanitária, defesa, saúde e educação.

Os dois países estão a desenhar um Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI), que deverá ser assinado ainda este ano e abranger áreas como as mudanças climáticas e preservação ambiental, saúde, turismo e o empreendedorismo.

“O setor privado também terá um papel importante na materialização desse novo quadro de cooperação com o Brasil”, reforçou Miryan Vieira, considerando que, com isso, os dois países estarão a dar uma “outra roupagem” às suas relações bilaterais.

Da agenda dos trabalhos da reunião de cerca de quatro horas esteve ainda a situação política e socioeconómica nos respetivos países e a geopolítica internacional.

A última consulta entre os dois países aconteceu na cidade da Praia, em 2015, depois das duas iniciais, em 2009 e 2012.

A Semana com Lusa

13 de Março de 2024

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
20 dias atrás

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