domingo, 25 outubro 2026

“Apesar da classificação positiva Cabo Verde ainda precisa melhor acesso ao emprego e combater a pobreza” – PAICV

 

“Nós tivemos 92 em 100, mas convém realçar que estamos com esta pontuação desde 2015 porque tínhamos 90 em 100, progredimos porque passamos para 92, estamos nesta pontuação a pelo menos três anos. Não estamos a mudar muito” declarou, asseverando que o País precisa combater a pobreza, melhorar o acesso ao emprego, eliminar a descriminação e perseguição de acordo com a cor partidária.

 

Em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, o líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) recordou que as avaliações do país “têm sido positivas há mais de 15 anos” e que Cabo Verde tem tido a pontuação máxima nos direitos políticos de liberdade e democracia desde 2005.

“Lembro que no relatório de 2010 constava que estamos a ombrear com países como a Finlândia e o Canadá. Continuamos desde o percurso de 2005 a ter uma pontuação muito positiva e convém não apenas ver a fotografia, mas sim o filme” salientou, referindo que Cabo Verde cumpriu com os requisitos em avaliação, como eleições multipartidárias regulares, sufrágio universal e sistema político livre e competitivo.

Rui Semedo aproveitou para elencar os aspectos críticos do relatório, designadamente o acesso à justiça, justificando que “o acesso é prejudicado por um sistema judicial sobrecarregado”, bem como a criminalidade e as desigualdades nas mulheres e trabalhadores imigrantes.

“Nós tivemos 92 em 100, mas convém realçar que estamos com esta pontuação desde 2015 porque tínhamos 90 em 100, progredimos porque passamos para 92, estamos nesta pontuação a pelo menos três anos. Não estamos a mudar muito” declarou, asseverando que o País precisa combater a pobreza, melhorar o acesso ao emprego, eliminar a descriminação e perseguição de acordo com a cor partidária.

No 51º relatório anual divulgado pela “Freedom in the World”, Cabo Verde aparece como primeiro da lista com 92 pontos, seguido de São Tomé e Príncipe no terceiro lugar com 84 pontos, enquanto Angola e Guiné Equatorial são considerados como “não livres”, Guiné-Bissau e Moçambique como “parcialmente livres”.

O documento refere ainda que apenas 7 por cento (%) das pessoas em África vivem em países livres, enquanto 50% vivem em países não livres.

A Semana com Inforpress

02 de março 2024

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

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