sábado, 24 outubro 2026

Mundial2026: Blue Ocean pede soluções alternativas para projeto de promoção e critica ausência de decisão do ITCV

O presidente da Blue Ocean Development & Investment Bureau, Sandro Lopes, defendeu esta quarta-feira, 24, a necessidade de dar continuidade ao projeto de promoção de Cabo Verde associado ao contexto da participação do país no Mundial2026. No âmbito do projeto de promoção internacional de Cabo Verde associado ao Mundial FIFA 2026, o Instituto do Turismo de Cabo Verde (ITCV) convidou a Blue Ocean Development & Investment Bureau a apresentar uma proposta para o efeito, incluindo uma dotação inicialmente estimada em cerca de dois milhões de euros, mantendo-se o processo “sem decisão formal sobre a atribuição do financiamento e a sua execução”. Da parte do ITCV, o presidente da instituição, Jair Fernandes, em declarações ao jornal A Nação, avançou que o processo não teve continuidade por falta de respostas na mobilização dos recursos, sobretudo das empresas nacionais e parceiros internacionais. Em contrapartida, o presidente da Blue Ocean Development & Investment Bureau, Sandro Lopes, contactou a Inforpress na manhã desta quarta-feira para manifestar a sua indignação, considerando tratar-se de uma “falta de compromisso com os parceiros e com os cabo-verdianos”, sublinhando, contudo, que existem soluções alternativas caso não haja financiamento institucional. Segundo afirmou, a empresa e os seus parceiros internacionais continuam disponíveis para trabalhar com as autoridades cabo-verdianas, apontando que a ausência de resposta do Instituto do Turismo de Cabo Verde tem condicionado o avanço do processo. “Se a verba não existe há outras formas, podemos utilizar estrategicamente o Governo, as instituições, a diáspora de Cabo Verde ou os parceiros internacionais e fazer um pedido para ver como é que possamos criar sinergias para atrair capital e fazer o trabalho que Cabo Verde merece”, declarou. Sandro Lopes acrescentou que “não foi assinado qualquer contrato com o ITCV”, explicando que o processo resultou de contactos informais e de uma proposta enquadrada num convite para ajuste direto, sem decisão final. “Nós só submetemos propostas porque houve conversas informais onde fomos informados sobre a existência de verbas. Depois houve um convite por ajuste direto e uma proposta onde trabalhámos muito, mas não houve comunicação final”, afirmou. O responsável indicou ainda que a equipa jurídica da Blue Ocean está a acompanhar a situação e que o novo governo e o anterior “já estão ao par do processo”. Considerou que a ausência de resposta institucional representa “uma perda de oportunidade” para o país, defendendo que o projecto tem como objetivo a atração de investimento e não apenas ações de promoção pontuais. “Se não fizer, Cabo Verde fica a perder. Seria uma falta de compromisso”, afirmou, referindo que o trabalho em causa envolve parceiros internacionais e estruturas de cooperação. Sandro Lopes insistiu, contudo, que a empresa mantém abertura para encontrar soluções conjuntas com o Governo e o ITCV, frisando que o objetivo é garantir a continuidade do projeto. “Estamos preparados para encontrar com o Instituto, o novo Governo e parceiros para fazer acontecer”, concluiu.   A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
20 dias atrás

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