sábado, 24 outubro 2026

G7 compromete-se a aumentar envio de armas para a Ucrânia e a pressionar economia russa

Os líderes do G7 adotaram uma declaração conjunta em que se comprometem a aumentar as entregas de armas, incluindo sistemas de defesa aérea e capacidades de longo alcance, assinalando ao mesmo tempo que chegou o "momento certo" para apertar o cerco ao setor energético da Rússia. Os líderes dos países do G7 estão reunidos há dois dias em Évian-les-Bains, em França. Na noite de terça-feira, aprovaram uma declaração em que expressam "apoio inabalável à Ucrânia na defesa da sua liberdade, soberania e integridade territorial". O texto elogia a Ucrânia pelo novo ímpeto alcançado no campo de batalha e compromete-se a mantê-lo através do reforço das entregas de meios de defesa aérea, de sistemas e interceptores adicionais e de capacidades de longo alcance. A Europa é o principal apoio da Ucrânia, com estimativas recentes a apontarem para cerca de 200 mil milhões de euros em apoio militar e financeiro desde o início da invasão em grande escala em 2022, a que se junta um empréstimo adicional de 90 mil milhões de euros que começará a ser desembolsado este mês. Os Estados Unidos representam cerca de 115 mil milhões de euros de apoio total. Ao mesmo tempo, os líderes do G7 afirmam que estão "prontos para ponderar" o alargamento das licenças para produção militar em Kiev, que precisa urgentemente de sistemas antimíssil balísticos Patriot de fabrico norte-americano. "Comprometemo-nos a aumentar a pressão sobre a economia de guerra russa. Neste contexto, reforçaremos as nossas sanções, incluindo as que incidem sobre os setores do petróleo e do gás", lê-se na declaração. Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington estará em breve em condições de voltar a impor sanções às exportações de energia russas que tinham sido temporariamente levantadas, uma vez que o novo acordo-quadro alcançado entre os EUA e o Irão deverá reabrir o fluxo de navios através do estreito de Ormuz e aliviar a crise energética global. A UE já aprovou 21 pacotes de sanções contra a Rússia, o mais recente no início deste mês, dirigido, entre outros aspetos, às vendas de petróleo de Moscovo e à chamada frota sombra- A declaração do G7 sublinha também a importância da resiliência energética e promete apoio para ajudar a Ucrânia a atravessar o próximo inverno, quando a Rússia costuma visar a infraestrutura energética do país em plena vaga de frio.  A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
20 dias atrás

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