sábado, 24 outubro 2026

Francisco Carvalho promete governação aberta à crítica e apela à participação da sociedade

Francisco Carvalho afirmou que antes as pessoas evitavam manifestar-se por receio de represálias, mas que chegou a hora de os cidadãos exercerem o seu direito à crítica e contribuírem para a construção de uma sociedade mais livre e participativa. Assegurou que esta vai ser a marca de governação do PAICV, ou seja, junto com a sociedade cabo-verdiana.

O presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) falava à imprensa no âmbito das audições do Presidente da República, José Maria Neves, aos partidos políticos com assento parlamentar, antes da indigitação, ainda hoje, do novo primeiro-ministro, saído das legislativas de 17 de Maio.

"Vamos utilizar esse período de governação para, de forma pedagógica, criarmos um ambiente aberto a todo tipo de crítica positiva, para acompanhar a governação", declarou, defendendo que esse exercício deve começar desde já com os últimos actos do actual Governo.

Segundo o líder do PAICV, o desenvolvimento do país não deve depender apenas da atuação dos partidos políticos, mas também de uma intervenção crítica e responsável dos cidadãos e das organizações da sociedade civil.

"Não podemos remeter às questões somente à disputa partidária", afirmou, para quem a construção de uma sociedade democrática exige o envolvimento de todos os atores sociais.

Nesse sentido, lançou um apelo para que a sociedade mantenha uma postura vigilante e interventiva, acompanhando de forma permanente as decisões dos poderes públicos.

Francisco Carvalho afirmou que antes as pessoas evitavam manifestar-se por receio de represálias, mas que chegou a hora de os cidadãos exercerem o seu direito à crítica e contribuírem para a construção de uma sociedade mais livre e participativa.

Assegurou que esta vai ser a marca de governação do PAICV, ou seja, junto com a sociedade cabo-verdiana.

De acordo com os resultados finais das eleições legislativas de 17 de Maio, apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) o PAICV recebeu 90.660 votos, o Movimento para a Democracia (MpD) recebeu 84.458 votos, a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) recebeu 9.812 votos, enquanto o Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) recebeu 3.268 votos e o Partido Popular (PP) recebeu 529 votos.

A CNE confirmou, assim, a maioria absoluta do PAICV, com 37 dos 72 deputados da Assembleia Nacional.

Na próxima legislatura para cinco anos, o MpD terá 33 deputados, enquanto a UCID terá dois deputados.

O acto eleitoral registou uma abstenção recorde, com mais de metade dos eleitores inscritos a preferirem ficar longe das urnas (taxa de abstenção de 53,5%).

O novo parlamento vai ser composto por 38 homens e 34 mulheres.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
20 dias atrás

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