sábado, 24 outubro 2026

Crise política no Senegal: Presidente da Assembleia Nacional do Senegal demite-se

Na sexta-feira à noite, o Presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye demitiu o seu primeiro-ministro e antigo companheiro de luta, Ousmane Sonko, após meses de tensões entre os dois homens, que chegaram ao poder em abril de 2024 graças a uma enorme esperança popular.

"Esta decisão resulta de uma escolha pessoal, guiada sobretudo pela minha visão das instituições, da responsabilidade pública e do interesse superior da Nação", indicou, segundo o Observador que cita a Lusa, na sua conta na rede social Facebook El Malick Ndiaye, próximo de Ousmane Sonko, sem dar mais pormenores sobre os motivos da sua saída.

Ndiaye tinha sido eleito presidente da 15.ª legislatura do Senegal na sequência da ampla vitória do seu partido, o Pastef, com 130 lugares em 165, em novembro de 2024.

Esta demissão abre caminho para a eleição para a presidência da Assembleia Nacional de Sonko, líder incontestável do Pastef, que detém uma ampla maioria na Assembleia Nacional.

Segundo a fonte referida, na sexta-feira à noite, o Presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye demitiu o seu primeiro-ministro e antigo companheiro de luta, Ousmane Sonko, após meses de tensões entre os dois homens, que chegaram ao poder em abril de 2024 graças a uma enorme esperança popular.

De acordo com um comunicado lido na televisão nacional, na sexta-feira, pelo secretário-geral da Presidência, Oumar Samba Ba, o Presidente destituiu Sonko "e, consequentemente, os ministros e secretários de Estado que fazem parte do Governo".

"Os membros do Governo cessante são encarregados de tratar de assuntos correntes", referiu o decreto presidencial.

O Presidente Faye deve o seu cargo ao seu antigo mentor, o carismático Ousmane Sonko, que tinha sido impedido de se candidatar às eleições presidenciais devido a uma condenação por difamação que lhe custou a perda dos seus direitos civis.

Com uma retórica pan-africanista, Sonko despertou um entusiasmo fervoroso entre a juventude desiludida do Senegal, após meses de um impasse com o Governo de Macky Sall (2012-2024), que reprimiu violentamente as manifestações contra si e contra a possibilidade de se candidatar a um terceiro mandato.

Há vários meses que as tensões entre o chefe de Estado e o chefe de Governo eram evidentes e os sinais de afastamento entre os dois multiplicaram-se na esfera pública até à rutura consumada na noite de sexta-feira, refere a fonte deste jornal.

 

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
20 dias atrás

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