sábado, 24 outubro 2026

OMS teme propagação do surto de Ébola e emite recomendações aos países

 "Esta manhã, trouxemos todas as tendas para montar os centros de tratamento. Sabemos que os hospitais já se encontram sob grande pressão devido ao número de doentes. Gostaria de informar a população local de que, neste momento, estamos a tratar ativamente 59 doentes. Ao mesmo tempo, estamos a montar centros de tratamento em três locais para expandir a nossa capacidade", afirmou Samuel Roger Kamba, ministro da Saúde da República Democrática do Congo.

O vírus Ébola, que provoca febre, diarreia e hemorragias, tem uma taxa de mortalidade extremamente elevada; no atual surto, mais de 300 pessoas ficaram doentes e o número de mortos ultrapassou os 80.

OMS emite recomendações a nível internacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, no domingo, uma emergência de saúde pública internacional. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, informou que não se trata de uma emergência pandémica, uma vez que os critérios para tal não estão, de momento, reunidos. O objetivo da medida é que os países vizinhos introduzam um nível de alerta mais elevado e que mobilizem a comunidade internacional para prestar apoio.

A entidade solicitou, ao mesmo tempo, a todos os Estados que não introduzam restrições de viagem ou comerciais, uma vez que isso pode levar a passagens fronteiriças descontroladas e à propagação do vírus. "Tais medidas são geralmente implementadas por medo e não têm qualquer fundamento científico."

A OMS emitiu ainda as seguintes recomendações, aplicáveis a nível global:
  • "As autoridades nacionais devem colaborar com as companhias aéreas e outros setores de transportes e turismo para garantir que não excedam as recomendações da OMS relativas ao tráfego internacional.
  • Os Estados Partes devem fornecer aos viajantes que se deslocam para áreas afetadas e em risco pela doença causada pelo vírus Bundibugyo informações relevantes sobre os riscos, medidas para minimizar esses riscos e orientações para gerir uma potencial exposição.
  • O público em geral deve receber informações precisas e relevantes sobre o surto da doença causada pelo vírus Bundibugyo e as medidas para reduzir o risco de exposição.
  • Os Estados Partes devem estar preparados para facilitar a retirada e o repatriamento de cidadãos (por exemplo, profissionais de saúde) que tenham sido expostos à doença causada pelo vírus Bundibugyo.
  • A triagem à entrada em aeroportos ou outros pontos de entrada fora da região afetada não é considerada necessária para passageiros que regressam de áreas de risco."

O centro epidemiológico africano registou, até agora, mais de 300 infeções e 88 mortes. A autoridade anunciou no sábado que, no surto de Ébola que eclodiu na República Democrática do Congo, foi identificada em 13 doentes a rara variante Bundibugyo, contra a qual não existe vacina nem medicamento eficaz. A epidemia pode ser combatida através do isolamento dos doentes.

A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que está a preparar uma intervenção em grande escala na província de Ituri. Trish Newport, diretora do programa de emergência da organização, considerou extremamente preocupante o número de casos e mortes registados num curto espaço de tempo, bem como a propagação da infeção a várias zonas de saúde e ao Uganda.

A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
18 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
20 dias atrás

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