domingo, 25 outubro 2026

Cientistas estão a desenvolver vacina contra o hantavírus

"Atualmente, não existe uma vacina eficaz contra os hantavírus, o que deixa grandes populações no Sudeste Asiático, na África e na América do Sul vulneráveis ​​a doenças que se originam e são transmitidas por roedores", disse a professora Asel Sartbaeva, citada pela Sky News. 

Uma equipa de investigadores da Universidade de Bath, na Inglaterra, está a trabalhar para criar uma vacina contra o hantavírus, o vírus suspeito de ter causado a morte a três pessoas no navio de cruzeiro MV Hondius.

O fármaco, completamente novo, foi testado tanto em laboratório quanto em animais, apresentando excelentes respostas imunológicas, segundo a universidade, que espera avançar para a fase 1 dos ensaios clínicos em humanos num futuro próximo.

"Atualmente, não existe uma vacina eficaz contra os hantavírus, o que deixa grandes populações no Sudeste Asiático, na África e na América do Sul vulneráveis ​​a doenças que se originam e são transmitidas por roedores", disse a professora Asel Sartbaeva, citada pela Sky News. 

"Obviamente, desenvolver uma vacina seria incrível, porque assim poderíamos prevenir casos dessa doença ou, pelo menos, atenuar as consequências realmente graves da infecção", continuou.

Atualmente, muitas vacinas só podem ser transportadas em temperaturas de congelamento, mas Sartbaeva e a sua equipa, que começaram a trabalhar na vacina atual antes do surto no MV Hondius, querem alterar esse método.

"É um novo método revolucionário para revestir vacinas com camadas muito finas de material inorgânico, tornando-as termicamente estáveis...", explicou a investigadora.

"Então, o que temos feito é que o nosso grupo em Bath tem trabalhado com outros dois grupos, um no Texas, que desenvolveu o antígeno contra o hantavírus, e um grupo na África do Sul com uma empresa chamada Afrigen", continuou. "Estamos a aplicar uma camada de estabilização térmica para tornar a vacina resistente a mudanças de temperatura, de forma a que possamos, por exemplo, realizar as entregas por drones."

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou hoje, na sua última atualização, confirmou a existência de cinco casos até ao momento, havendo ainda três casos suspeitos. A origem do surto ainda é desconhecida e não se sabe se há pessoas além dos passageiros do navio que foram infetadas.

O surto de hantavírus no navio cruzeiro MV Hondius já causou três mortes e há cinco outros casos suspeitos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), que considera baixo o seu risco para a população mundial.

O navio cruzeiro MV Hondius partiu de Ushuaia, na Argentina, para atravessar o Atlântico Sul em direção às Ilhas Canárias, em Espanha, com uma rota que incluía a Antártida Continental, as Ilhas Malvinas, a Geórgia do Sul, a Nightingale e a Tristão da Cunha.

A bordo seguiam 149 pessoas de 23 nacionalidades, entre as quais um português.

O primeiro passageiro a apresentar sintomas (febre, dor de cabeça e diarreia ligeira) foi um holandês de 70 anos que adoeceu a 6 de abril e é considerado o paciente zero. O homem morreu a bordo do navio no dia 11 de abril.

Treze dias depois, o seu corpo foi desembarcado em Santa Helena (ilha remota no Oceano Atlântico sul que faz parte do território britânico), juntamente com o da sua mulher, uma holandesa de 69 anos.

A mulher também apresentou sintomas, mas voou para Joanesburgo, África do Sul, a 25 de abril, onde ia embarcar num voo para os Países Baixos. Morreu no dia seguinte e a sua infeção por hantavírus foi confirmada a 4 de maio.

Segundo a empresa de navegação, um total de 30 passageiros - incluindo o corpo do paciente zero - desembarcou do navio de cruzeiro em Santa Helena.

Entretanto, a 2 de maio, um cidadão alemão morreu a bordo após ter apresentado os primeiros sintomas a 28 de abril e um outro passageiro suíço, que também desembarcou em Santa Helena, foi hospitalizado em Zurique e testou positivo.

Mais três casos suspeitos foram desembarcados na quarta-feira do navio 'MV Hondius' em Cabo Verde - dois tripulantes britânicos e holandeses que estavam doentes e um caso de contacto assintomático - e transferidos por voos médicos que partiram de Praia.

Os hantavírus são transmitidos aos humanos através de roedores selvagens infetados que excretam o vírus na saliva, urina e fezes.

A Semana com Notícias ao Minuto

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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