domingo, 25 outubro 2026

Doze trabalhadores retidos há meio ano num barco em Cabo Verde

 

"O problema não está resolvido. Eles ainda lá estão porque o armador diz que a solução é a venda do navio. Há propostas de compra, mas o processo ainda não está concluído", afirmou Aguinaldo Lima.

 

Segundo NM que cita Lusa, eles ainda estão cá, no porto do Mindelo, na ilha de São Vicente. O armador vai vender o navio, já disse que tem um comprador e que até ao final da semana deverá chegar para resolver o problema", disse à Lusa o capitão dos Portos do Barlavento cabo-verdiano, Aguinaldo Lima.

O embaixador de Angola em Cabo Verde, Agostinho Tavares, também disse à Lusa que os trabalhadores continuam sem solução porque o armador pretende vender a embarcação.

"O problema não está resolvido. Eles ainda lá estão porque o armador diz que a solução é a venda do navio. Há propostas de compra, mas o processo ainda não está concluído", afirmou.

Segundo o diplomata, os trabalhadores também não podem sair da ilha porque os documentos estão na posse do armador.

"Os próprios pescadores não querem regressar a Angola sem receber os salários de um ano. O grande problema é esse porque têm famílias", explicou.

Apesar da situação prolongada, o diplomata garantiu que os pescadores têm recebido apoio básico.

"Estão a viver dentro do barco, mas têm tido alimentação. Há alguém no terreno que leva mantimentos e combustível", disse.

Segudo ainda a fonte deste jornal, o responsável reconheceu ainda a dificuldade de evitar situações semelhantes e garantiu estar em contacto regular com os trabalhadores, que comunicam semanalmente com os serviços consulares.

Em dezembro de 2025, o representante da Agência de Navegação de Cabo Verde (Limage), José Lima, disse à Lusa que a embarcação estava parada no porto do Mindelo há cerca de dois meses, com 12 trabalhadores sem receber salários.

O tribunal tinha notificado o arresto em dezembro, estando a tripulação a cumprir a decisão judicial.

Na mesma altura, a Federação Internacional dos Trabalhadores do Transporte (ITF) denunciou que os 12 homens a bordo do navio Novo Ruivo, de bandeira portuguesa, estavam há oito meses sem remuneração e abandonados pelo armador.

O inspetor da ITF, Gonzalo Galan, considerou a situação "horrível", afirmando que os pescadores não conseguem sustentar as famílias e exigem "a única solução justa possível: receber os salários em atraso e regressar a casa em segurança e sem demora".

A organização apelou ainda a que os empregadores da indústria pesqueira europeia negoceiem um acordo coletivo que garanta proteção efetiva às tripulações estrangeiras em embarcações de capitais europeus.

 

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

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