sábado, 24 outubro 2026

Angola: João Lourenço pede "fim da guerra" e apela a Papa que "construa pontes"

 "Apelamos ao fim definitivo da guerra, à abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e ao estabelecimento de uma paz duradoura na região", exortou o chefe do executivo angolano, pedindo ao Papa, face à probabilidade de agravamento do conflito, "para que, do alto da sua autoridade moral, continue a desempenhar um papel de construtor de pontes, de apaziguamento dos espíritos, de resgate dos valores humanistas, de busca da concórdia e do entendimento entre os Homens".
 
Segundo NM que cita a Lusa, o chefe de Estado angolano discursava  este sabasábado no salão protocolar da Presidência da República, após receber o Papa Leão XIV, que chegou este sábado a Angola, terceiro país do périplo africano do líder da Igreja Católica.
 Num encontro que reuniu membros do executivo e do corpo diplomático acreditado em Angola, líderes religiosos e políticos e elementos da sociedade civil, João Lourenço disse que só em paz e em harmonia é possível desfrutar de todos os recursos que a Natureza coloca ao dispor, lamentando "a corrida desenfreada às matérias-primas, aos recursos energéticos, aos recursos minerais e outros, tomados pela força das armas dos exércitos mais poderosos do mundo contra países soberanos".

"Apelamos ao fim definitivo da guerra, à abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e ao estabelecimento de uma paz duradoura na região", exortou o chefe do executivo angolano, pedindo ao Papa, face à probabilidade de agravamento do conflito, "para que, do alto da sua autoridade moral, continue a desempenhar um papel de construtor de pontes, de apaziguamento dos espíritos, de resgate dos valores humanistas, de busca da concórdia e do entendimento entre os Homens".

Para João Lourenço, "é urgente que todos os estadistas influentes e figuras públicas com reconhecida autoridade moral atuem conjuntamente para assegurar que, nas relações internacionais, a justiça e o diálogo prevaleçam sobre o uso da força", instou.

Por outro lado, assinalou que "as empresas e os Estados, através de contratos e de acordos, podem ter acesso aos recursos que precisam para a satisfação das suas necessidades, sem que tenham de recorrer à guerra", alertando para o "momento perigoso com os conflitos que se proliferam por todos os continentes".

Conforme ainda a mesma fonte, o PR  angolano destacou, nomeadamente, o Médio Oriente, berço do Cristianismo, do Islão e do Judaísmo, que devia ser uma zona de paz, de concórdia e de fraternidade, mas que, pelo contrário, é marcado pelo "sofrimento dos povos da Palestina, do Líbano e de todos os países do Golfo Pérsico", levando esta região produtora e exportadora de petróleo e gás "a ruir como consequência das guerras que lhes impuseram".

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
20 dias atrás

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