sábado, 24 outubro 2026

Associação cabo-verdiana em Berlim apoia integração de comunidade e promove cultura

“Todos os anos celebramos o dia da independência de Cabo Verde, a 5 de julho. No ano passado fizemos uma festa na Embaixada de Cabo Verde em Berlim. Também tentamos organizar algo no Dia da Mulher, no Dia da Criança, recolhemos apoios para mandar para Cabo Verde, como roupa, material escolar”, enumerou.

Criada oficialmente em 2019, a Associação de Cabo-verdianos em Berlim nasceu, segundo a Inforpress que cita Lusa, da iniciativa de membros da diáspora, entre eles Paulo Gomes, natural da ilha do Fogo e residente na Alemanha desde 2016.

“A intenção é ajudar os cabo-verdianos que chegam a Berlim no processo de integração, com toda a informação necessária. Também fazemos algumas atividades, mais no verão”, disse o presidente, em declarações à Lusa.

A associação atua sobretudo em três frentes: apoio a recém-chegados, promoção cultural e organização de eventos comunitários. Num contexto marcado por uma comunidade descrita como “muito bem integrada”, Paulo Gomes sublinhou que muitos cabo-verdianos “consideram a Alemanha uma segunda casa e querem continuar a viver aqui”.

“As principais dificuldades são o clima, a falta do mar, a burocracia alemã, a língua e encontrar apartamento”, apontou, como principais desafios.

A dimensão reduzida da comunidade também dificulta uma contabilização precisa.

“Não sabemos o número exato porque muitos têm passaporte português. Ou seja, se não contactarem a embaixada ou a nossa associação, não sabemos que cá estão”, referiu, estimando, ainda assim, que “o número de cabo-verdianos em Berlim deve andar à volta dos 200” e a tendência é de crescimento.

“O número tem estado a aumentar. Decidem vir para a Alemanha à procura de melhores condições de vida ou de trabalho. Muitos já conhecem cá alguém, ou têm cá família”, sublinhou, conforme a mesma fonte, descrevendo uma comunidade diversa, com diferentes perfis profissionais.

“A comunidade é muito ligada, temos sempre aquela ‘morabeza’, queremos estar juntos, conviver, contribuir e ajudar naquilo que podemos partilhar a nossa cultura”, destacou o presidente da associação de cabo-verdianos em Berlim.

As iniciativas passam por celebrações e ações solidárias.

“Queremos ter um espaço físico porque temos ideias, projetos, e alugar um espaço fica muito caro. Também gostávamos de organizar uma casa da cultura, para acolher exposições, por exemplo. Vamos ver se será possível no futuro”, adiantou Paulo Gomes.

A evolução da perceção dos alemães sobre o país de origem também é visível. “Antes quase ninguém sabia onde era Cabo Verde, mas agora, não sei se por causa do futebol ou turismo, já começam a conhecer e a estar interessados”, observou.

De acordo com informações do Governo de Cabo Verde, a comunidade no país, incluindo Berlim, é composta maioritariamente por novas gerações e descendentes, caracterizando-se por níveis elevados de qualificação e uma integração consolidada nos planos laboral, socioeconómico e cultural.

Ainda que pequena, a comunidade cabo-verdiana na capital alemã afirma-se como uma presença ativa, que combina integração com preservação identitária, conclui  a fonte deste jornal.

 

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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