sábado, 24 outubro 2026

Crise na Educação: Sindep pondera nova manifestação nacional para Dia do Professor para contestar alegadas injustiças

“Embora assistimos o ministro a dizer que já resolveram todas as pendências, isso não corresponde a verdade”, afirmou, apontando como outra preocupação a não avaliação de desempenho dos professores nos últimos anos, situação que o sindicato considera ilegal e inconstitucional.

Num ultimado dado ao governo de UlissesCorreia e Silva, o anuncio,  de partir para uma possivel manifestação de  protestos por todas as ilhas de Cabo Verde, foi feito hoje pelo presidente do Sindep, Jorge Cardoso. Isto depois de um encontro de trabalho, que terminou  sem a solução pretendida,  com o ministro da Educação, realizado na sexta-feira, 10, no qual foram discutidas várias questões que continuam a afetar os professores.

Entre as principais preocupações, o sindicalista apontou, segundo a Inforpress, a situação dos docentes que atingiram a idade de aposentação e submeteram os seus pedidos desde Setembro de 2025, mas que ainda aguardam a publicação oficial, assim como a questão dos subsídios por não redução da carga horária.

 Jorge Cardoso revelou ainda que  mais de mil professores ficaram  fora da lista de Plano de Carreira, Funções e Remunerações ( PCFR) publicada a 20 de Setembro de 2024.

“Embora assistimos o ministro a dizer que já resolveram todas as pendências, isso não corresponde a verdade”, afirmou, apontando como outra preocupação a não avaliação de desempenho dos professores nos últimos anos, situação que o sindicato considera ilegal e inconstitucional.

O Sindep denunciou igualmente a não implementação do Plano de Cargos Funções e Remunerações (PCFR) para as monitoras de infância, sublinhando que, apesar de a lei prever a sua aplicação, ainda não está a ser cumprida na maioria das câmaras municipais.

Apesar de o ministro ter assegurado que algumas medidas serão implementadas, com efeitos no próximo ano letivo, conforme o sindicalista, o Sindep mantém reservas quanto ao cumprimento dessas promessas.

Diante de tudo isto, o presidente anunciou, segundo a fonte deste jornal, que estão neste momento a reunir com dirigentes e delegados em várias ilhas para avaliar o sentimento da classe antes de avançar com a luta programada para o dia 23 de Abril, Dia do Professor Cabo-verdiano.

“Para uma demonstração clara de descontentamento ao Ministério da Educação, que continua, portanto, a injustiçar os professores. Veja, nomeadamente, na publicação das suas aposentações, os professores estão a ter problemas com o próprio Ministério da Educação porque alguns estão a recusar continuar a lecionar”, justificou.

Jorge Cardoso avançou que há várias questões que ainda prevalecem e que os professores terão que manifestar o seu desagrado ao Governo.

 

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
20 dias atrás

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