No início de Janeiro, Vigário Luís Balanta desapareceu juntamente com membros do Movimento cívico, depois de ter anunciado uma marcha pacífica, que acabou por não se realizar, refere a fonte deste jornal.
Segundo a RFI, Vigário Luís Balanta, 35 anos, liderava uma organização da sociedade civil que se opunha ao golpe de Estado na Guiné-Bissau e que exigia a divulgação dos resultados das eleições presidenciais de novembro de 2025.
O activista esteve na origem de várias manifestações que saíram às ruas de Bissau desde o golpe de Estado. Apesar das intimidações e da repressão, Vigário Luís Balanta sempre defendeu que o povo guineense deveria expressar a sua indignação.
No início de Janeiro, Vigário Luís Balanta desapareceu juntamente com membros do Movimento cívico, depois de ter anunciado uma marcha pacífica, que acabou por não se realizar, refere a fonte deste jornal.
Entretanto, na Guiné-Bissau, por ordens do Governo golpiista de transição, as rádios privadas estão encerradas por alegada falta de pagamento de licença de emissão. A medida entrou em vigor esta terça-feira.
Segundo a RFI, desde as primeiras horas desta terça-feira, 31 de março, as rádios privadas encerraram as suas emissões. A ordem de encerramento foi transmitida, em forma de notificação escrita individual, por inspectores do Ministério da Comunicação Social.
A ordem poderá abranger cerca de 10 estações de rádios privadas que estariam em falta com o pagamento de cinco milhões de francos CFA. Esse valor habilitaria as rádios privadas à licença de emissão.
O Governo acusa as rádios privadas de actuarem sem licença de operação válida, outras de estarem com a licença vencida sem renovação, outras com falta de comprovação do pagamento de taxas anuais ou com débitos pendentes junto ao Ministério da Comunicação Social.
Conforme a mesma fonte, o assunto é antigo. Vários governos têm exigido o pagamento de um valor inicialmente fixado em 10 milhões de francos CFA e mais tarde estabelecido em cinco milhões de CFA. As rádios privadas consideram o valor exorbitante e através de um Fórum que as agrupa solicitaram a intervenção do primeiro-ministro do governo de transição, Ilídio Vieira Té.

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