domingo, 25 outubro 2026

Mercados europeus abrem em baixa com os preços do petróleo a continuarem a subir

"Os mercados acionistas norte-americanos continuaram sob pressão constante, com o S&P 500 a cair 2,1% na semana e o Nasdaq 100 a registar uma queda de 3,2%. O Dow Jones resistiu relativamente melhor, caindo 0,9%, devido à sua menor ponderação no setor tecnológico. Tanto o Nasdaq 100 como o Dow Jones entraram agora oficialmente em território de correção, após registarem quedas superiores a 10% em relação aos seus picos respetivos", afirmou Fabien Yip, analista de mercado da IG, numa nota de comentário.

 

Os mercados europeus deverão abrir em baixa na segunda-feira, com os futuros a apontarem para quedas nos principais índices, uma vez que o sentimento dos investidores permanece cauteloso devido ao aumento dos preços do petróleo e às tensões geopolíticas no Médio Oriente.

No início da sessão matinal, o DAX alemão registava uma queda de cerca de 0,5%, o FTSE 100 caía aproximadamente 0,3% e o CAC 40 francês também se encontrava em território negativo, de acordo com dados da IG.

As perspetivas mais fracas surgem na sequência das perdas registadas na Ásia, onde as ações caíram na sua maioria durante a noite, devido à persistência das preocupações em torno da subida dos preços do petróleo e da possibilidade de uma nova escalada na guerra dos EUA com o Irão.

As quedas seguem-se a perdas acentuadas em Wall Street na sexta-feira, ma série mais longa deste tipo em quase quatro anos.a mais longa em quase quatro anos.

"Os mercados acionistas norte-americanos continuaram sob pressão constante, com o S&P 500 a cair 2,1% na semana e o Nasdaq 100 a registar uma queda de 3,2%. O Dow Jones resistiu relativamente melhor, caindo 0,9%, devido à sua menor ponderação no setor tecnológico. Tanto o Nasdaq 100 como o Dow Jones entraram agora oficialmente em território de correção, após registarem quedas superiores a 10% em relação aos seus picos respetivos", afirmou Fabien Yip, analista de mercado da IG, numa nota de comentário.

Mercados da Ásia-Pacífico em baixa durante a noite

O índice de referência japonês Nikkei 225 caiu 4,5% no início das negociações, o S&P/ASX 200 da Austrália recuou 1,2% e o Kospi da Coreia do Sul desceu 3,2%. O Hang Seng de Hong Kong recuou 1,7%, enquanto o Shanghai Composite registou uma queda de 0,7%.

As preocupações dos investidores têm sido particularmente intensas devido ao risco de perturbação do acesso ao Estreito de Ormuz, uma rota crítica para os transportes globais de petróleo.

O petróleo Brent, referência do mercado, subiu para mais de 116 dólares por barril no início das negociações, registando um aumento superior a 50% desde o início do conflito com o Irão, a 28 de fevereiro. Os preços situavam-se pouco acima dos 70 dólares por barril quando a guerra começou. O petróleo de referência dos EUA também subiu, situando-se em cerca de 101 dólares por barril, refletindo a volatilidade contínua nos mercados energéticos globais.

A subida surge no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, levantou a possibilidade de as forças americanas tomarem a Ilha de Kharg, no Irão, o principal terminal petrolífero do país no Golfo Pérsico. O comentário foi proferido numa entrevista publicada na segunda-feira de manhã pelo Financial Times.

"Talvez tomemos a Ilha de Kharg, talvez não. Temos muitas opções", disse Trump ao jornal. "Isso também significaria que teríamos de ficar lá [na Ilha de Kharg] por algum tempo."

Questionado sobre as defesas iranianas no local, afirmou: "Não creio que tenham qualquer defesa. Poderíamos conquistá-la muito facilmente."

Os EUA já lançaram ataques aéreos que, segundo afirmaram, visavam posições militares na ilha. O Irão ameaçou lançar a sua própria invasão terrestre sobre os países árabes do Golfo e novos ataques caso as tropas norte-americanas desembarquem no seu território.

Entretanto, os ministros das Finanças, os ministros da Energia e os governadores dos bancos centrais do G7 deverão realizar hoje uma reunião de emergência para discutir o conflito e as suas consequências. Será a quarta vez, desde o início da guerra no Irão, que o G7 se reúne a nível ministerial.

A Semana com Euronews

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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