domingo, 25 outubro 2026

Presidente da República defende novas políticas para Cabo Verde para criar novas oportunidades às pessoas

Para o Chefe de Estado, é preciso que o país tenha “os olhos postos” na criação de oportunidades para as pessoas, propondo que se passe da “fase mais assistencialista de gestão da pobreza” para a fase de acrescentar valor a tudo que se faça para geração de riqueza.

 

José Maria Neves, que falava, segundo a Inforpress, na abertura da conferência sobre as Mulheres e os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (OD), disse que, nesses 50 anos como país independente, Cabo Verde evoluiu e cresceu, “mas não podemos continuar a fazer mais do mesmo” sob pena do país parar e regredir.  

“Hoje, para que Cabo Verde não pare e regrida, temos de reinventar políticas públicas em todos os domínios para criarmos mais oportunidades para as pessoas”, notou o Chefe de Estado, que está de visita a Santo Antão, com uma agenda virada para a promoção da mulher.

Nesta visita, o Presidente da República disse ter constatado que “tudo isso é possível”, já que “os caminhos estão abertos para continuarmos este percurso de sucesso” que o arquipélago tem feito.

“É preciso agora acrescentar valor em tudo aquilo que se faça para criarmos riqueza”, sublinha José Maria Neves, que admitiu «que muitas políticas implementadas até agora em Cabo Verde permitiram apenas gerir a pobreza, sendo necessário, a partir de agora, adoptar políticas voltadas para a geração de riqueza”, desafiou.

Para o Chefe de Estado, é preciso que o país tenha “os olhos postos” na criação de oportunidades para as pessoas, propondo que se passe da “fase mais assistencialista de gestão da pobreza” para a fase de acrescentar valor a tudo que se faça para geração de riqueza.

O Presidente da República voltou a defender a descentralização e transferência de mais recursos aos municípios, às organizações não-governamentais e às associações comunitárias para que possam assumir “maior protagonismo no processo de desenvolvimento local”.

Contribuição das mulheres e pobreza

Segundo a Inforpress, a conferência, que se debruçou sobre a contribuição das mulheres na implementação dos ODS, é uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto Novo enquadrada nas comemorações do “Março – Mês da Mulher” neste município, que têm o seu ponto alto esta sexta-feira, Dia da Mulher Cabo-Verdiana, com uma gala de homenagem.

A presidente da edilidade, Elisa Pinheiro, referiu-se à “realidade social complexa” por que passa o município do Porto Novo, com 52 por cento (%) da população em situação da pobreza.

A autarca disse que a mulher constitui “o rosto da pobreza” neste concelho, “carregando o peso das desigualdades e assumindo as responsabilidades sociais”.

Nem tudo o que acontece no Porto Novo são problemas, segundo a presidente da câmara municipal, para quem este concelho tem “um potencial económico imenso”, enaltecendo as oportunidades que serão criadas com a expansão do porto e com a possibilidade de este município receber o futuro aeroporto de Santo Antão.

Elisa Pinheiro referiu-se também, prossegue a fonte deste jornal, ao facto de Porto Novo ser o único município, nesta altura, liderado por uma mulher e de ter sido o único concelho que, na história do municipalismo cabo-verdiano, foi já gerido, em duas ocasiões, por mulheres.

 

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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