sábado, 24 outubro 2026

Parlamento: PAICV acusa Governo de ´´viver de aparências ´´e falhar nas metas sociais e infraestruturais

"Podem fugir do debate, mas da sentença do dia 17 de maio não fugirão", alertou o porta-voz do PAICV, reforçando que a história não perdoa quem falta à palavra dada.

 

O clima político em Cabo Verde subiu de tom com as recentes declarações do PAICV, que traçou um cenário de ´desgovernação´´ e distanciamento entre o poder e os cidadãos. A poucos meses das eleições de 17 de maio de 2026, o principal partido da oposição afirma, em declaração política através do seu lider parlamentar na Assembleia Nacional, que o governo prefere ´´manobras regimentais´´ e inaugurações repetidas a prestar contas sobre o estado real do país.

Um dos pontos mais críticos do discurso de Clovis Silva incluiu sobre a ilha da Brava. Segundo ele, os fundos disponibilizados pelo Luxemburgo para o centro de saúde da ilha ´´desapareceram ´´sem que a obra fosse erguida. Aquele responsavel  do maior partido da oposição denunciou ainda a falta de consumíveis básicos nos hospitais, como gesso, seringas e oxigénio, contrastando com o historial de governação do setor no país.

A crítica estendeu-se à qualidade das obras públicas, classificadas, segundo a mesma fonte, como ´´mal planeadas e executadas a pressa ´´, e a episódios de ´´reinauguração´, ´como o caso do campus da justiça e do Estádio dos Tubarões Azuis, que o partido considera serem manobras eleitoralistas.

 Promessas não cumpridas

O PAICV enumerou o que considera serem os grandes fracassos desta legislatura. São elas:

  • Transportes: A promessa não cumprida de 11 aviões Boeing
  • Aeroporto do Fogo: A iluminação da pista sem a devida certificação para voos noturnos ou a transformação prometida em aeroporto internacional.
  • Social: A "não erradicação" da pobreza extrema, descrita como o monumento que deveria ter sido erguido em vez de estruturas de betão.

Para o grupo parlamentar do PAICV, o atual Governo está "demasiado distante do povo" e focado em garantir emprego a "amigos e correligionários". Clovis Silva encerrou a sua intervenção, afirmando-se pronto para governar e assumir a responsabilidade de construir um "Cabo Verde inclusivo" para todos.

"Podem fugir do debate, mas da sentença do dia 17 de maio não fugirão", alertou o porta-voz do PAICV, reforçando que a história não perdoa quem falta à palavra dada.

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
18 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
20 dias atrás

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