sábado, 24 outubro 2026

Teerão exige permissão a navios que queiram passar em Ormuz

O porta-voz da diplomacia de Teerão, Ismail Baghaei, disse, em declarações divulgadas pela agência noticiosa Mehr, que os navios em trânsito no estreito “devem coordenar as suas ações com a Marinha iraniana para garantir a segurança da navegação”.

O porta-voz argumentou que as autoridades iranianas atuam como “guardiãs do Estreito de Ormuz” e comentou que a atual insegurança “não beneficia o país”, acusando os Estados Unidos e Israel por imporem esta situação, em resultado do início dos seus bombardeamentos contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.

Anteriormente, o comandante da força naval da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, tinha afirmado que o Irão vai manter o bloqueio do Estreito de Ormuz em articulação com o novo líder supremo.

Mojtaba Khamenei afirmou esta quinta-feira que o Estreito de Ormuz “deve permanecer fechado“, no seu primeiro discurso à nação, lido por um apresentador na televisão iraniana, desde que foi escolhido para suceder como líder supremo ao seu pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques contra o Irão.

Apesar das declarações aparentemente contraditórias entre a diplomacia de Teerão e a Guarda Revolucionária, as autoridades iranianas estão a implementar um bloqueio parcial do Estreito de Ormuz.

Apelidado de “fecho inteligente”, o sistema adotado pelas autoridades iranianas apenas permite a passagem pelo estreito a navios previamente autorizados e prevê o ataque aos que não têm permissão.

O tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi praticamente interrompido por ameaças e ataques iranianos a navios mercantes desde o início da ofensiva israelo-americana.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu esta quinta-feira que o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra em curso e a interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz trará “muito dinheiro” aos Estados Unidos, referindo-se à produção doméstica de crude, e disse que a sua prioridade é agora destruir o programa nuclear iraniano.

Desde o início do conflito, o Irão tem lançado ataques aéreos contra Israel e contra instalações, sobretudo energéticas, e bases militares norte-americanas nos países do Médio Oriente.

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
20 dias atrás

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