sábado, 24 outubro 2026

Portugal: Via verde para imigrantes é bem-vinda mas deve ser fiscalizada

Para Rolando Borges, são sempre "boas medidas" as que se propõem realizar uma regularização mais rápida.Mas ressalvou: "Nós sabemos que esta situação é uma situação que há de ser pontual e também precisaríamos de saber mais informações sobre até quando é que isto era possível e se esta regularização seria normal, ou seja, se as pessoas não ficariam num regime aqui diferente".

 

Rolando Borges, que também é membro do Conselho Nacional para as Migrações e Asilo (CNMA), reagia desta forma, segundo NM que cita Lusa, às afirmações do presidente da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País sobre uma agilização dos processos de legalização de trabalhadores imigrantes que já se encontram em Portugal e que queiram trabalhar na reconstrução das zonas afetadas.

Em entrevista à Antena1 e ao Jornal de Negócios, Paulo Fernandes revelou que o Governo admite agilizar os processos de "pessoas que em Portugal ainda estão no seu processo de conseguir a sua legalização e que possam estar ligadas ao setor da construção civil".

"Vamos ver se podemos criar aqui dentro do que é a estrutura de via verde existente, que faz a tributação entre oferta, procura e intervenção, uma via verde especial para todos aqueles que, neste esforço, a partir obviamente dos empregadores, se concentrem naquele território", referiu.

Segundo a a mesma fonte, a agilização deste processo abrangerá os imigrantes trabalhadores na área da construção civil.

Para Rolando Borges, são sempre "boas medidas" as que se propõem realizar uma regularização mais rápida.

Mas ressalvou: "Nós sabemos que esta situação é uma situação que há de ser pontual e também precisaríamos de saber mais informações sobre até quando é que isto era possível e se esta regularização seria normal, ou seja, se as pessoas não ficariam num regime aqui diferente".

O dirigente associativo quer saber quem é que vai fiscalizar e acompanhar esses processos.

"Nós não duvidamos das boas intenções, mas sabemos que no meio dos processos acontecem coisas que não estavam previstas, depois há mal entendidos, há equívocos e há pessoas que ficam numa situação de limbo", referiu, acrescentando que é preciso saber se "as pessoas estão a ser bem acompanhadas pelas empresas, se a questão da habitação está a ser assegurada e tudo o resto que de alguma forma é colocado em cima da mesa".

E deixa a ideia: "Se pudermos observar e dar as nossas opiniões relativamente ao assunto, isso era essencial", conclui a fonte deste jornal.

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
18 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
20 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport