sábado, 24 outubro 2026

Ucrânica: Zelensky anuncia acordo com EUA e cimeira com Rússia

 

Apesar dos esforços diplomáticos, Volodymyr Zelensky lamentou que a Ucrânia continue a sofrer bombardeamentos diários contra civis e infraestruturas energéticas, obrigando milhares de pessoas a enfrentar temperaturas negativas sem aquecimento durante um inverno mais rigoroso do que o habitual.Do lado norte-americano, Donald Trump apelou à Rússia para pôr fim ao conflito. “A guerra deve acabar”, declarou, admitindo que ainda falta percorrer “um longo caminho” até ao fim das hostilidades.

 

A Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a acordo sobre garantias de segurança para Kiev após uma eventual cessação das hostilidades com a Rússia, anunciou esta quarta-feira (22.01) o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.

“As garantias de segurança estão prontas”, afirmou Zelensky aos jornalistas, depois de um encontro com o Presidente norte-americano, Donald Trump, no âmbito das iniciativas de paz promovidas pela Casa Branca para o conflito iniciado por Moscovo em fevereiro de 2022. Segundo o líder ucraniano, o documento terá ainda de ser assinado pelos presidentes e, posteriormente, enviado aos parlamentos nacionais.

 

Territórios continuam sem acordo

 

Apesar do avanço no dossiê das garantias de segurança, Zelensky reconheceu que não existe entendimento sobre os territórios do leste da Ucrânia reivindicados por Moscovo.
“Tudo gira em torno da parte oriental do nosso país. Tudo gira em torno dos territórios. Esse é o problema que ainda não resolvemos”, declarou.

As divergências territoriais continuam a bloquear parte das negociações promovidas por Washington.

 

Cimeira trilateral a partir de sexta-feira

 

Ainda em Davos, o Presidente ucraniano anunciou a realização de uma cimeira trilateral entre Ucrânia, Estados Unidos e Rússia, a partir de sexta-feira, nos Emirados Árabes Unidos, prolongando-se até sábado e domingo.

Zelensky indicou que a iniciativa partiu de Washington, mas mostrou reservas quanto à confirmação dos preparativos. “Espero que os Emirados estejam cientes disto. Por vezes, somos surpreendidos por estas situações vindas do lado americano”, afirmou. 

 

Rússia rejeita plano de paz e aumenta incertezas na Ucrânia

 O líder ucraniano não especificou o formato do diálogo nem se haverá contactos diretos entre negociadores de Kiev e Moscovo, mas considerou positivo o início do processo. “Acho que é bom que, a um nível tático, esta reunião esteja a começar. É melhor ter reuniões do que não ter qualquer diálogo”, disse, defendendo que a Rússia também deve estar preparada para compromissos.

 

Documentos quase prontos e diplomacia paralela

 

Após o encontro com Trump, Zelensky referiu que os documentos preparados em conjunto com Washington para pôr fim à invasão russa estão “quase, quase prontos”, reconhecendo que o diálogo com o Presidente norte-americano “não foi fácil”.

Paralelamente, os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner encontram-se na Rússia para uma reunião com o Presidente Vladimir Putin e deverão seguir depois para os Emirados Árabes Unidos, onde serão criados grupos de trabalho sobre questões militares e de “prosperidade”, considerada crucial para o futuro.

Guerra continua apesar das negociações

 

Apesar dos esforços diplomáticos, Volodymyr Zelensky lamentou que a Ucrânia continue a sofrer bombardeamentos diários contra civis e infraestruturas energéticas, obrigando milhares de pessoas a enfrentar temperaturas negativas sem aquecimento durante um inverno mais rigoroso do que o habitual.

Do lado norte-americano, Donald Trump apelou à Rússia para pôr fim ao conflito. “A guerra deve acabar”, declarou, admitindo que ainda falta percorrer “um longo caminho” até ao fim das hostilidades.

A guerra na Ucrânia, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, é considerada o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial e tem motivado apoio financeiro e militar dos aliados ocidentais, bem como sanções económicas contra setores-chave da economia russa.

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Comentários

joão do rosário
16 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
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