domingo, 25 outubro 2026

Ministério Público leva a julgamento caso dos salários pagos à Primeira-Dama de Cabo Verde

 Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República informa que, concluídas as diligências de investigação, o Departamento Central de Acção Penal determinou o encerramento da instrução e requereu o julgamento, em processo comum ordinário, no Tribunal Judicial da Comarca da Praia.

 

O Ministério Público deduziu a acusação contra quatro arguidos, entre os quais a companheira do Chefe de Estado cabo-verdiano no âmbito do processo relacionado com o Relatório de Auditoria Financeira e de Conformidade do Tribunal de Contas à Presidência da República, depois de ser conhecido o caso dos salários pagos a primeira-dama considerados ilegais.

Para além da companheira do Presidente da República são, segundo a RFI, arguidos no processo o então chefe da Casa Civil da Presidência da República, a então directora-geral de Administração da Presidência e o então director de Gabinete do Presidente da República.

Ao ser abordado pela televisão pública cabo-verdiana, José Maria Neves recusou-se a comentar a decisão do Ministério Público afirmando que “não faz mais nenhum comentário e absolutamente tudo o que eu tinha a dizer já o disse”.

Em comunicado, a Procuradoria-Geral da República informa que, concluídas as diligências de investigação, o Departamento Central de Acção Penal determinou o encerramento da instrução e requereu o julgamento, em processo comum ordinário, no Tribunal Judicial da Comarca da Praia.

A Primeira-dama, Debora Katiza Carvalho, agora arguida, à data dos factos, segundo o Ministério Público era companheira do Presidente da República, sem vínculo matrimonial ou união de facto legalmente reconhecida, foi imputado um crime de recebimento indevido de vantagem.

Recorda-se que durante 24 meses, a companheira do Chefe de Estado, a sua actual esposa, recebeu cerca de 50 mil Euros como remuneração, montantes que já foram devolvidos aos cofres do Estado de Cabo Verde, após José Maria Neves reconhecer que a Presidência da República falhou ao pagar um salário mensal à sua companheira.

Segundo ainda a fonte deste jornal, aos outros três arguidos foram imputados os seguintes crimes:

Ao arguido que, à data dos factos, exercia o cargo de Chefe da Casa Civil da Presidência da República, foi imputada a prática de um crime de participação ilícita em negócios, um crime de recebimento indevido de vantagem e três crimes de peculato.

À arguida que desempenhava funções como Directora-Geral de Administração da Presidência da República são imputados um crime de participação ilícita em negócios, três crimes de peculato e um crime de recebimento indevido de vantagem.

Já ao arguido que exercia o cargo de Director de Gabinete do Presidente da República foram atribuídos três crimes de peculato, conclui a RFI.

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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