Além do recenseamento, a equipa tem apostado na sensibilização da população quanto à importância do processo, que permite ao cidadão constar na base de dados como eleitor, assegurando igualmente o direito de voto.
Em declarações à Inforpress, a coordenadora da área do Sucupira, Ângela Tavares, informou que são recenseadas, em média, 15 pessoas por dia, número que oscila entre jovens e adultos.
Segundo a responsável, o trabalho no terreno decorre “dentro da normalidade”, embora ainda se constate que muitas pessoas não estão devidamente esclarecidas sobre a importância e o objectivo do recenseamento eleitoral.
“Estamos a ter uma boa adesão, mas muitas pessoas não querem recensear-se porque não estão totalmente esclarecidas sobre o processo, o que gera receio em alguns casos. No entanto, procuramos sempre colmatar essa dificuldade com mais informação e esclarecimentos”, explicou a operadora do kit instalado nos arredores do Sucupira.
Ângela Tavares sublinhou ainda que a equipa está devidamente capacitada para esclarecer quaisquer dúvidas, apesar da existência de folhetos informativos com todas as explicações necessárias.
Acrescentou que muitos cidadãos acreditam, de forma errada, que o recenseamento serve apenas para o exercício do voto.
“Muitos pensam que o recenseamento é só para votar e, por isso, dizem que não querem recensear-se”, afirmou.
A coordenadora apelou à adesão de todos os cidadãos, com especial destaque para os jovens, alguns dos quais demonstram resistência em efectuar o recenseamento, mas que a maioria das vezes convencem eles a recensear, lembrando que se trata de um dever cívico fundamental.
Por sua vez, a vice responsável pela kit do Platô, Carla dos Santos, destacou também a “boa adesão” naquela zona, caracterizada por um elevado fluxo diário de pessoas que se deslocam para compras, lazer e outros afazeres.
Segundo informou, são recenseadas mais de 20 pessoas por dia, com maior incidência de pedidos de transferência por parte da população adulta, sem descurar a inscrição de novos eleitores.
Além do recenseamento, a equipa tem apostado na sensibilização da população quanto à importância do processo, que permite ao cidadão constar na base de dados como eleitor, assegurando igualmente o direito de voto.
Keila Semedo, jovem de 18 anos que se recenseou pela primeira vez, manifestou satisfação por cumprir o seu dever cívico.
“Sinto-me feliz por finalmente poder recensear-me. Já queria fazê-lo há algum tempo, mas ainda não tinha idade. Aproveito para apelar a outros jovens a fazerem o mesmo”, declarou.
Este ano, o recenseamento iniciou-se no terreno desde do dia 02 de Fevereiro e está previsto para terminar a 12 de Março.
O recenseamento eleitoral é o acto através do qual são recolhidos os dados dos cidadãos maiores de 18 anos, ou que completem essa idade até à data das eleições, nos termos da lei, para constarem na Base de Dados do Recenseamento Eleitoral.
Os cidadãos inscritos ficam habilitados a participar na escolha dos órgãos municipais, nacionais e do Presidente da República.
O processo é executado pelas Comissões de Recenseamento Eleitoral (CRE), um serviço público independente, permanente e descentralizado, existente em cada concelho, funcionando no horário normal da função pública.
A Semana com Inforpress

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