domingo, 25 outubro 2026

Guiné-Bissau: Ex-Presidente pede segurança para regressar

 O Alto Comando Militar que tomou o poder destituiu o então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, suspendeu o processo eleitoral e apresentou como alegação para o golpe a iminência de o país entrar numa guerra civil.O Alto Comando Militar marcou novas eleições gerais, legislativas e presidenciais para 06 de dezembro deste ano.

 

João Paulo Semedo encontrou-se hoje, em Bissau, com o Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, e no final elogiou o trabalho dos militares que tomaram o poder a 26 de novembro de 2025 e pediu que sejam criadas condições para que o Presidente deposto e recandidato possa regressar.

O mesmo apelo foi feito para os apoiantes de Sissoco Embaló, nomeadamente os antigos primeiros-ministros Braima Camara e Nuno Gomes Nabian.

O propósito do encontro foi divulgado aos jornalistas pelo mandatário nacional da candidatura de Embaló, numa declaração transmitida pelos órgãos de comunicação social locais.

Os militares protagonizaram um golpe de Estado no país em vésperas do anúncio provisório dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, que tinham sido realizadas no dia 23 de novembro de 2025.

 O Alto Comando Militar que tomou o poder destituiu o então Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, suspendeu o processo eleitoral e apresentou como alegação para o golpe a iminência de o país entrar numa guerra civil.

O Alto Comando Militar marcou novas eleições gerais, legislativas e presidenciais para 06 de dezembro deste ano.

Antes, foram proibidas as conferências e declarações públicas não autorizadas, com a justificação de se tratarem de alegadas tentativas de incitação à violência, encontros políticos clandestinos e ameaças a membros do comando.

Uma das primeiras iniciativas legislativas tomadas pelos militares foi a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente.

A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa), que substituiu a Guiné-Bissau na presidência rotativa por Timor-Leste. 

 

A Semana com DW África

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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