domingo, 25 outubro 2026

Cabo Verde acompanha Brasil e apoia chilena para secretária-geral da ONU

 
“Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher. A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo”, sublinhou nas redes sociais o chefe de Estado brasileiro, recordando que ela foi a primeira mulher a presidir o Chile e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde no país.
 
“Muito nos entusiasma”, resumiu desta forma o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional de Cabo Verde, José Luís Livramento Brito, no Palácio do Itamaraty, em Brasília, ao lado do seu homólogo brasileiro, Mauro Vieira.

José Luís Livramento Brito, que estará no Brasil até sexta-feira em visita oficial, frisou que o Governo que integra tomou “boa nota” do nome Michelle Bachelet e enfatizou ainda o apoio brasileiro.

“É preciso ter coragem“, disse, enaltecendo ainda que a escolha recaiu numa mulher, que, caso seja eleita, seria a primeira mulher a ocupar o cargo de secretária-geral da ONU.

No início da semana, o  Presidente brasileiro, Lula da Silva, anunciou o apoio à candidatura da chilena Michelle Bachelet, frisando também ser “hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher”.

“Em oito décadas de história, é hora de a organização finalmente ser comandada por uma mulher. A trajetória de Bachelet é marcada pelo pioneirismo”, sublinhou nas redes sociais o chefe de Estado brasileiro, recordando que ela foi a primeira mulher a presidir o Chile e a primeira a ocupar os cargos de ministra da Defesa e da Saúde no país.

“Como alta-comissária da ONU para os Direitos Humanos, trabalhou para proteger os mais vulneráveis, avançar no reconhecimento do direito humano a um meio ambiente limpo, saudável e sustentável, e dar voz a quem mais precisa ser ouvido“, justificou, acrescentando que a sua experiência “com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, num contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”.

Numa nota conjunta, os governos do Chile, do Brasil e do México apresentaram formalmente às Nações Unidas a candidatura de Michelle Bachelet Jeria ao cargo de secretária-geral das Nações Unidas.

“Essa candidatura reflete a vontade compartilhada dos nossos países de contribuir ativamente para o fortalecimento do sistema multilateral e de promover uma liderança capaz de responder aos desafios atuais”, lê-se no comunicado conjunto dos três países latino-americanos.

“Subscrevemos essa candidatura com a convicção de que a sua liderança contribuirá para o pleno cumprimento dos propósitos e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas“, frisaram os três países.

Embora não exista nada formalmente estabelecido, a seleção costuma respeitar um princípio de rotação entre regiões, sendo a América Latina uma das que partem com vantagem.

O último secretário-geral latino-americano foi o peruano Javier Pérez de Cuéllar, que ocupou o cargo entre 1982 e 1991, tendo-lhe sucedido dois africanos, um asiático e um europeu.

O atual líder da ONU, António Guterres, deve deixar o cargo em 31 de dezembro de 2026.

 

A Semana com Observador/Lusa

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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