No contexto da CPLP, João Bernardo Vieira criticou o que considera serem critérios desiguais na actuação da organização. Recordou que a Guiné-Bissau optou pela auto-suspensão do bloco lusófono, por entender que não estavam reunidas as condições que estiveram na base da criação da comunidade.
“Em São Tomé e Príncipe houve um golpe de Estado parlamentar. Um golpe de Estado Constitucional, na medida em que 29 deputados destituíram o presidente da Assembleia Nacional Popular”, afirmou João Bernardo Vieira, sublinhando que o conceito de golpe de Estado não deve ser limitado apenas a intervenções militares.
O chefe da diplomacia guineense acusou ainda o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, de estar directamente envolvido no processo, classificando-o como “instigador de um golpe palaciano”. Para João Bernardo Vieira, a substituição do presidente da Assembleia ocorreu “sem qualquer legitimidade” e “sem qualquer constitucionalidade”.
No contexto da CPLP, prossegue a mesma fonte, João Bernardo Vieira criticou o que considera serem critérios desiguais na actuação da organização. Recordou que a Guiné-Bissau optou pela auto-suspensão do bloco lusófono, por entender que não estavam reunidas as condições que estiveram na base da criação da comunidade.
“Temos uma CPLP onde parece existir dois pesos e duas medidas. Nós condenamos isso”, afirmou, acrescentando que aguarda uma posição firme da organização em relação aos acontecimentos em São Tomé e Príncipe, que classificou como “vergonhosos e escandalosos”.

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