sábado, 24 outubro 2026

Carlos Veiga diz que eleições deste ano são decisivas para medir força da democracia cabo-verdiana

Para ele, não existem democracias perfeitas e até as mais consolidadas passam por momentos de fragilidade.Nesse sentido, defendeu uma maior proximidade entre o poder político e os cidadãos. Recordou que, durante o período em que esteve no Governo e na formação do MpD, a orientação era ouvir diretamente os concidadãos e conhecer de perto os seus problemas. “É necessário uma aproximação maior entre o poder e os cidadãos”, sustentou.

Para Veiga citado pela Inforpress, o escrutínio vai permitir avaliar se os pilares da democracia continuam fortes no País.

“Estas eleições vão ser muito importantes. Para ver como correm, e de facto, medir um pouco a tensão da própria sociedade cabo-verdiana, para vermos se os pilares da democracia, de facto, continuam fortes como devem continuar”, considerou. 

O ex-governante falava à Inforpress, no final da sua aula Magna subordinada ao tema “13 de Janeiro, 35 anos de Democracia”, realizada na Universidade Jean Piaget de Cabo Verde. 

Carlos Veiga considerou que, apesar dos desafios ainda existentes, o país registou avanços significativos ao longo do percurso democrático. 

“Cabo Verde andou para frente”, afirmou, frisando que as conquistas já superam as dificuldades enfrentadas.

O antigo governante destacou, segundo a mesma fonte, que estas mais de três décadas foram vividas num contexto de estabilidade, tranquilidade social e reconhecimento internacional, embora tenha defendido a necessidade de corrigir aspectos que não estão a funcionar bem e continuar a fortalecer as instituições. 

Para ele, não existem democracias perfeitas e até as mais consolidadas passam por momentos de fragilidade.

Nesse sentido, defendeu uma maior proximidade entre o poder político e os cidadãos. Recordou que, durante o período em que esteve no Governo e na formação do MpD, a orientação era ouvir diretamente os concidadãos e conhecer de perto os seus problemas. 

“É necessário uma aproximação maior entre o poder e os cidadãos”, sustentou.

Carlos Veiga apelou ainda ao diálogo e à capacidade de encontrar soluções conjuntas, salientando que o MpD e o PAICV partilham mais pontos de convergência do que de divergência.

“Aquilo que nos une é muito mais do que aquilo que nos desune”, afirmou, defendendo que o país deve continuar o seu trajecto democrático com abertura para ajustar posições sempre que necessário, conclui Carlos Veiga citado pela fonte deste jornal.

 

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
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