Carlos Lopes avançou que o autoritarismo está sendo reafirmado por meio da contestação das formas tradicionais de representatividade, com a maioria das eleições nos países africanos a ser realizada com duas características."A primeira é tentar eliminar os oponentes antes das eleições - dezasseis países fizeram isso nos últimos três anos", denunciou Carlos Lopes, sublinhando que o continente enfrenta uma grave "crise de representatividade" agravada pelo envelhecimento das estruturas políticas face a uma população jovem que não se revê nas instituições.
À margem da recepção do Prémio Amílcar Cabral, na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), o antigo secretário-executivo da Comissão Económica da ONU para África traçou à imprensa, segundo a Inforpress, um cenário sombrio sobre os processos eleitorais no continente.
Carlos Lopes avançou que o autoritarismo está sendo reafirmado por meio da contestação das formas tradicionais de representatividade, com a maioria das eleições nos países africanos a ser realizada com duas características.
"A primeira é tentar eliminar os oponentes antes das eleições - dezasseis países fizeram isso nos últimos três anos", denunciou Carlos Lopes, sublinhando que o continente enfrenta uma grave "crise de representatividade" agravada pelo envelhecimento das estruturas políticas face a uma população jovem que não se revê nas instituições.
Segundo ainda a fonte deste jornal, o especialista analisou o comportamento das novas gerações, referindo que os jovens procuram o "mediatismo" e tendem a retirar o reconhecimento aos poderes eleitos poucos meses após o sufrágio.
A Guiné-Bissau vive uma crise política após o golpe de Estado ocorrido no final de 2025, com um Governo de transição, gerido pelo Comando Militar, lembrou Carlos Lopes.

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