sábado, 24 outubro 2026

Parlamento: PAICV pede sessão solene para o 20 de Janeiro e defende "maior valorização" da data

Francisco Pereira recordou ao MpD (partido no poder) que “governar é servir” e que a independência só tem sentido se melhorar de forma concreta a vida das pessoas, sublinhando que os combatentes da liberdade não lutaram para criar elites afastadas do povo, mas para construir um Estado ao serviço da nação.

 

O apelo foi lançado pelo deputado Francisco Pereira, durante uma declaração política, lida no parlamento, sublinhando que a data é uma das “mais simbólicas” da história de Cabo Verde e merece um reconhecimento institucional superior pela sua “centralidade histórica e simbólica”.

Para o maior partido da oposição, celebrar o 20 de Janeiro com a solenidade devida é uma forma de renovar o compromisso ético e político contra a pobreza e as desigualdades, promovendo um país mais inclusivo e solidário.

Francisco Pereira, eleito pela comunidade no exterior, destacou o legado de Amílcar Cabral, apelidando-o de “pai da nacionalidade” e “referência maior”, realçando o seu papel na condução da luta anticolonial e na defesa da dignidade humana.

O deputado aproveitou a ocasião para homenagear todos os combatentes da liberdade, desde intelectuais a camponeses, operários, jovens e mulheres, que lutaram pela libertação do país.

“Os valores que guiaram a luta, como unidade, ética, sacrifício e responsabilidade, são, para o PAICV, princípios ainda indispensáveis ao desenvolvimento do país”, sublinhou o parlamentar, defendendo que a celebração da data deve ir “além da retórica” e servir como momento de reflexão sobre a realidade actual de Cabo Verde.

Francisco Pereira recordou ao MpD (partido no poder) que “governar é servir” e que a independência só tem sentido se melhorar de forma concreta a vida das pessoas, sublinhando que os combatentes da liberdade não lutaram para criar elites afastadas do povo, mas para construir um Estado ao serviço da nação.

Embora o partido reconheça avanços institucionais e estabilidade no pós‑independência, o deputado alertou para as “desigualdades persistentes”, vulnerabilidades económicas, dificuldades no acesso a serviços essenciais e o aumento do desemprego jovem, que continuam a empurrar muitos para a emigração.

O porta-voz do grupo parlamentar do PAICV apontou ainda fragilidades em sectores como a saúde, habitação e transportes, considerando existir uma “crescente distância” entre o Estado e os cidadãos.

Cabo Verde, defendeu Francisco Pereira, necessita de “mais acção e menos propaganda” bem como de políticas mais inclusivas e uma relação mais estratégica com a diáspora cabo-verdiana.

 

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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