sábado, 24 outubro 2026

Dinamarca rejeita que NATO negoceie em seu nome. "Impensável"

 

As autoridades da Gronelândia ainda não se pronunciaram sobre o "acordo-quadro" anunciado por Trump, embora a deputada (uma das duas representantes do território do parlamento dinamarquês) Aaja Chemnitz Larsen tenha classificado o anúncio feito na quarta-feira pelo Presidente norte-americano como "pura loucura".

 

Temos uma linha vermelha clara. Não cederemos a nossa soberania sobre partes do reino", avançou o ministro depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um projeto de acordo sobre a Gronelândia com o secretário-geral da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Por seu lado, Mark Rute garantiu que a soberania dinamarquesa sobre a Gronelândia "não foi abordada" durante a sua reunião, na quarta-feira, à margem do Fórum Económico de Davos, na Suíça, com Donald Trump, que anunciou ter estabelecido a "estrutura para um futuro acordo" sobre a ilha disputada.

"Essa questão não surgiu nas minhas conversas com o Presidente" dos EUA, disse, em entrevista à estação de televisão norte-americana Fox News, quando questionado sobre se a Gronelândia se manteria sob soberania dinamarquesa ao abrigo do futuro acordo.

Rutte afirmou que o líder norte-americano está, pelo contrário, "muito focado no que deve ser feito para garantir a proteção daquela vasta região do Ártico, onde estão a acontecer mudanças e onde a China e a Rússia se estão a tornar cada vez mais ativas".

Estas declarações surgem horas depois do anúncio de Trump nas redes sociais, no qual afirmou que, com base neste "entendimento", não irá impor as tarifas anunciadas contra vários países europeus, que entrariam em vigor a 01 de fevereiro como represália por terem enviado militares para a ilha do Ártico.

O recuo relativo à imposição de tarifas e também as declarações que descartaram a tomada da Gronelândia pela força foram acolhidas "com satisfação" por Copenhaga.

As autoridades da Gronelândia ainda não se pronunciaram sobre o "acordo-quadro" anunciado por Trump, embora a deputada (uma das duas representantes do território do parlamento dinamarquês) Aaja Chemnitz Larsen tenha classificado o anúncio feito na quarta-feira pelo Presidente norte-americano como "pura loucura".

Numa publicação divulgada nas redes sociais, afirmou que "a NATO não tem absolutamente nenhum mandato para negociar nada".

É "completamente impensável" que a Aliança Atlântica "tenha algo a dizer sobre o nosso país e os nossos minerais", considerou.

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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