domingo, 25 outubro 2026

Trump suspende tarifas a países europeus e anuncia princípio de acordo sobre a Gronelândia

Trump exigiu que as taxas se mantivessem até que os países europeus apoiassem a aquisição da Gronelândia pelos EUA à Dinamarca.

 

Trump afirmou que os dois líderes alcançaram "o quadro para um futuro acordo em relação à Gronelândia" durante o que descreveu como discussões produtivas e declarou que o potencial acordo beneficiaria os EUA e todos os membros da aliança atlântica.

"Com base neste entendimento, não vou impor as tarifas que estavam previstas para entrar em vigor a 1 de fevereiro", escreveu Trump no Truth Social.

As tarifas, anunciadas dias antes do Fórum Económico Mundial, deveriam começar em 10% sobre os produtos provenientes de França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Noruega, Países Baixos e um oitavo país, com taxas que subiriam para 25% até junho.

Trump exigiu que as taxas se mantivessem até que os países europeus apoiassem a aquisição da Gronelândia pelos EUA à Dinamarca.

Trump disse que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros funcionários iriam tratar das negociações, respondendo diretamente perante ele.

O anúncio foi feito horas depois do discurso de Trump em Davos, onde repetiu que os EUA precisavam da Gronelândia para a segurança nacional e global, reforçando que os membros da NATO deviam concordar com o controlo dos EUA.

Trump também excluiu a possibilidade de os EUA usarem a força para assumir o controlo da ilha árctica.

Rutte apelou à "diplomacia ponderada" durante os seus comentários em Davos na quarta-feira, reconhecendo as tensões no seio da aliança e manifestando o seu empenho em encontrar soluções para a Gronelândia.

No início da semana, Trump publicou uma mensagem privada de Rutte em que se compromete a trabalhar para encontrar uma solução.

As ameaças tarifárias desencadearam reuniões de emergência da UE agendadas para quinta-feira e discussões sobre medidas de retaliação.

O prtesidente francês Emmanuel Macron defendeu a ativação do instrumento anticoerção da UE, enquanto a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, avisou que a resposta do bloco seria "inabalável, unida e proporcional".

A campanha de Trump na Gronelândia abriu a brecha mais profunda entre Washington e os seus aliados europeus em décadas.

 

A Semana com Euronews

 
 
 

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
22 dias atrás

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