sábado, 24 outubro 2026

Libertar detidos é crucial para Guiné-Bissau voltar à CPLP

 

O primeiro desses obstáculos, sublinhou o chefe da diplomacia portuguesa, é a libertação de todos os detidos na sequência dos acontecimentos de 26 de novembro, entre os quais o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira."Nós vamos manter a nossa posição até que ele seja libertado. Portanto, sobre isso não há qualquer dúvida e nós não vamos desistir em caso nenhum", prometeu.

 

Assim que a presidência de Timor-Leste estiver plenamente operacional, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai enviar à Guiné-Bissau uma missão de bons ofícios de alto nível, ainda sem data definida. A informação foi avançada pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, esta segunda-feira (12.01), em Lisboa.

"Nós, esta semana, vamos receber aqui em Lisboa, seja a Comunidade seja o Governo português, Benvindo Freitas, que é o ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste e obviamente conversaremos sobre isso", revelou.

Diálogo só após libertação dos detidos

Em declarações à DW, o chefe da diplomacia portuguesa insistiu que a libertação de todos os detidos é uma condição fundamental para qualquer avanço político na Guiné-Bissau.

"É essencial que o poder atualmente dominante em Bissau compreenda que é preciso dar essa mensagem aos países irmãos da CPLP e à comunidade internacional no seu todo. E vemos como organizações regionais como a CEDEAO, como a União Africana, também têm estado muito presentes no sentido de dar esta mensagem. É fundamental que todos aqueles que foram presos, na sequência desse golpe [de Estado] possam ser libertados e estar em segurança", sublinhou.

Paulo Rangel afirmou que só depois desse passo será possível iniciar um processo de diálogo com vista a uma transição política rápida. "A partir desse momento, julgo que nós podemos começar a dialogar no sentido de organizarmos um processo de transição, que também tem de ser extremamente rápido. E, portanto, é algo também em que nós somos muito insistentes", acrescentou.

O ministro falava no final de um encontro privado com a secretária executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, e após uma reunião com os representantes permanentes dos Estados-membros junto da organização, sedeada em Lisboa.

Guiné-Bissau suspensa da presidência da CPLP

Segundo Rangel, todos os Estados-membros desejam que a suspensão da Guiné-Bissau da presidência em exercício da CPLP seja levantada o mais rapidamente possível, assim que sejam ultrapassados os atuais obstáculos.

"O povo da Guiné-Bissau e a Guiné-Bissau enquanto Estado são, obviamente, essenciais à CPLP. Tendo em conta que houve uma interrupção da normalidade político-constitucional e nos termos dos estatutos da CPLP teve de se decidir uma suspensão", justificou.

O primeiro desses obstáculos, sublinhou o chefe da diplomacia portuguesa, é a libertação de todos os detidos na sequência dos acontecimentos de 26 de novembro, entre os quais o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

"Nós vamos manter a nossa posição até que ele seja libertado. Portanto, sobre isso não há qualquer dúvida e nós não vamos desistir em caso nenhum", prometeu.

O chefe da diplomacia portuguesa reiterou que "é fundamental retomar o processo de normalidade constitucional e democrática frisando ser esta a posição da CPLP e de outras organizações regionais e da comunidade internacional.

 

A Semana com DW

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
18 dias atrás

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