sábado, 24 outubro 2026

Dia da Liberdade e Democracia: “Todos somos convocados a defender a democracia” -presidente da Assembleia Nacional

 

“Enquanto país vulnerável a choques externos e as alterações climáticas e ambientais, Cabo Verde continuará a precisar pelo menos a curto e médio prazo dos nossos parceiros de desenvolvimento”, sublinhou Austelino Correia.

 

O apelo foi lançado hoje durante as suas intervenções na sessão solene na Assembleia Nacional comemorativa do 13 de Janeiro, Dia da Liberdade e Democracia.

Na ocasião, Austelino Correia saudou os cabo-verdianos residentes no país e na diáspora, felicitando-os pelos 35 anos da democracia pluralista, uma conquista que considerou pertencer a todo o cabo-verdiano.

“O 13 de Janeiro de 1991 não significou apenas umas eleições pluripartidárias, mas Cabo Verde demonstrou ao mundo que a Nação estava convicta de que a soberania nacional conquistada a 05 de Julho de 1975 só atingiria a sua plenitude se conjugada com a soberania inalienável de cada cidadão”, disse.

Durante a sua intervenção, o Presidente da Assembleia Nacional evocou os ganhos registados pelo país ao longo dos 35 anos de democracia, realçando de entre outros, avanços significativos nas condições de vida da população, reforço das instituições democráticas e reconhecimento internacional de Cabo Verde como um farol de democracia, liberdade e estabilidade política.

No entanto, reconheceu que o país enfrenta ainda desafios estruturais, nomeadamente, a melhoria da qualidade da educação e formação, o reforço da conectividade interna, a resolução dos problemas dos transportes marítimos e aéreos, o combate ao défice habitacional e o investimento contínuo no sistema de saúde.

“Enquanto país vulnerável a choques externos e as alterações climáticas e ambientais, Cabo Verde continuará a precisar pelo menos a curto e médio prazo dos nossos parceiros de desenvolvimento”, sublinhou Austelino Correia.

A mesma fonte alertou que isso exige a preservação e consolidação da democracia e do Estado de direito democrático, assim como o fortalecimento das instituições democráticas.

Por outro lado, advertiu para “sinais preocupantes de fragilização da democracia”, apontando situações de “abuso de autoridade, confusão de papéis institucionais e ataques às instituições como caminhos incompatíveis” com o regime democrático.

Segundo afirmou, tais práticas minam a confiança dos cidadãos, descredibilizam a classe política e enfraquecem o sistema democrático.

“É preciso protegermos a nossa democracia e garantir a estabilidade política. Todos somos convocados a isso, independentemente das nossas ideologias e filiação partidárias, das nossas preferências religiosas, das nossas posições sociais”, pediu.

Ao concluir o discurso na sessão solene evocativa, considerou que o 13 de Janeiro deve ser encarado como “a renovação de um pacto com as gerações passadas, um compromisso com o presente e uma responsabilidade inadiável para com o futuro”.

Apelou para que os 35 anos da democracia inspirem não a autocomplacência, mas uma maior exigência na qualidade da democracia, na justiça das políticas públicas e na integridade das instituições.

A Semana com  Inforpress

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
19 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport