sábado, 24 outubro 2026

Cabo Verde desenvolve sistema de alertas meteorológicos e de outros riscos

 

"Cabo Verde está a avançar na preparação de uma proposta de alerta precoce multirriscos (MHEWS, sigla em inglês) ao Fundo Verde para o Clima para apoiar a implementação do plano nacional", uma via de financiamento para "investimentos sustentados que reforcem as capacidades técnicas, a coordenação institucional e os serviços de alerta centrados nas pessoas", detalhou a OMM.

 

"O plano está agora a avançar rapidamente para a revisão e validação pública, em 2026, estando a implementação prevista para começar e estender-se por um período de cinco anos", anunciou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência das Nações Unidas.

A iniciativa faz parte do plano Alertas Precoces para Todos (EW4All, designação em inglês) das Nações Unidas, que visa criar ferramentas em rede para, até 2027, proteger toda a população do planeta face a diversas ameaças (tempestades, cheias, secas, ondas de calor, entre outras).

No documento, consultado hoje pela Lusa, explica-se que "estão em curso esforços para alinhar os recursos do orçamento nacional e os projetos de cooperação", de forma a reforçar as capacidades nacionais, alinhando serviços de proteção civil e socorro, previsão meteorológica, ação climática e regulação económica.

"Cabo Verde está a avançar na preparação de uma proposta de alerta precoce multirriscos (MHEWS, sigla em inglês) ao Fundo Verde para o Clima para apoiar a implementação do plano nacional", uma via de financiamento para "investimentos sustentados que reforcem as capacidades técnicas, a coordenação institucional e os serviços de alerta centrados nas pessoas", detalhou a OMM.

 

O Fundo Verde para o Clima é o principal fundo climático global, criado pela Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas.

Ao reunir "o compromisso político, a coordenação técnica e as vias de financiamento, o país está a lançar as bases para garantir que os alertas precoces conduzam a ações atempadas, reduzindo perdas e salvaguardando vidas face ao aumento de eventos extremos, climáticos e meteorológicos", acrescentou a organização.

Nos bastidores, avançam trabalhos técnicos com vista à identificação do risco de desastres, melhoria das formas de deteção e previsão, disseminação e comunicação dos alertas, além do afinamento das metodologias de preparação e resposta a desastres.

Segundo a OMM, 2025 deverá ter sido o segundo ou terceiro ano mais quente de que há registo.

O aquecimento oceânico leva a consequências como a degradação dos ecossistemas marinhos e a intensificação das tempestades tropicais e subtropicais, acelerando a perda de gelo marinho nas regiões polares e a subida do nível do mar.

O número de países com sistemas de alerta precoce multirriscos subiu para 119, mas a OMM indicou, em novembro, a persistência de lacunas que exigem mais investimento para prevenir desastres.

 

A Semana com Notícias ao Minuto/Lusa

Colunistas

Efrem Soares
Efrem Soares
06 Oct. 2026
Cabo Verde: liderança, mérito e prestação de...
  Ao fazer uma reflexão retrospetiva sobre os percursos de...
Alexandre Vieira Fontes
Alexandre Vieira Fontes
18 Sep. 2026
Filomena Silva: uma jornalista de coragem e...
Léo Rosa de Andrade
Léo Rosa de Andrade
31 Aug. 2026
A ÉTICA DO DESINTERESSE, A VIDA EM...
César Augusto G. Garcia
César Augusto G. Garcia
21 Aug. 2026
COISAS DO ESTADO ou ESTADO DE COISAS...

Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

SENHOR PRESIDENTE, DEIXE-SE DE TRETAS: NÓS SABEMOS QUEM O SENHOR É José Maria Neves vem agora dizer que é “muito melho ...

jcf
18 dias atrás

Cabo Verde tem uma facilidade extraordinária para comentar o que se passa na casa dos outros. Guiné-Bissau, Angola, Moçamb ...

joão do rosário
21 dias atrás

Isto já parece gozo. 177 casos desde o início do ano e já estão outra vez a sacudir o fantasma da pandemia. Sem números ...

Pub-Reportagem

publireport