sábado, 24 outubro 2026

Caso de Buscas do MP: Francisco Carvalho critica tentativa de “invenção de factos” após audição no Ministério Público

 

Em resumo, o presidente da Câmara Municipal da Praia afirmou que o processo se encontra numa fase de “tentativa deliberada de prejudicar a sua imagem”, garantindo que todas as acções da sua gestão respeitam a legislação vigente.

Em declarações à imprensa no final da audição, o autarca disse que não existe qualquer acusação formal que o envolva e que os processos em curso se baseiam em informações imprecisas e interpretações externas, sem fundamentação legal.

Carvalho apresentou três exemplos concretos como a venda de bilhetes no Festival de Gamboa, venda de terrenos no Palmarejo e da Babilónia que motivaram a referida audição.

O autarca explicou que as alegações sobre divergência entre o número de bilhetes vendidos e o valor arrecadado não se sustentam, uma vez que, lembrou, todas as receitas possuem registo oficial.

“Disseram que, segundo informações, teria sido vendida uma determinada quantidade de bilhetes, mas que o valor recebido pela Câmara da Praia não correspondia a essa quantidade. É óbvio que o valor que entra na Câmara tem um registo. Então, como é possível alguém basear-se em informações de terceiros, que disseram que o número de pessoas que estava no festival era maior do que o valor arrecadado?”, questionou.

No que se refere à questão da venda de terrenos no Palmarejo afirmou que a Câmara Municipal da Praia utiliza a Ficha de Avaliação de Valor de Terreno (FAVT), aprovada pelo MpD para definir o preço de venda dos terrenos, considerando qualquer alegação em contrário como “falatório sem fundamento”.

“Disseram também que existe um valor específico de venda de terrenos na Praia que teria sido desrespeitado e que os preços estão abaixo do estabelecido. Isso é absurdo, porque a câmara municipal possui a Ficha de Avaliação de Valor de Terreno (FAVT), que determina qual deve ser o preço de venda dos terrenos. Portanto, qualquer alegação contrária é apenas um falatório sem fundamento”, afirmou.

Por fim, Francisco Carvalho lembrou que o acordo com a empresa referente ao terreno de Babilónia foi validado por um juiz e confirmado pelo tribunal, questionando como a justiça poderia agora considerá-lo inválido.

“Esse acordo foi validado por um juiz, analisado por um tribunal, e considerado legal. Então, como é que agora a justiça vem afirmar que esse acordo é inválido? Estamos diante de uma situação em que, de certa forma, uma parte da justiça age contra outra parte da própria justiça”, criticou.

Em resumo, o presidente da Câmara Municipal da Praia afirmou que o processo se encontra numa fase de “tentativa deliberada de prejudicar a sua imagem”, garantindo que todas as acções da sua gestão respeitam a legislação vigente.

A Semana com Inforpress

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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