A declaração não representa um apoio político ao chavismo, mas sim uma saída pragmática dentro de um cenário de negociação. Segundo a chanceler, oferecer proteção não seria um gesto ideológico, mas uma forma de facilitar uma transição e reduzir o risco de uma escalada maior na região.
“O governo de Maduro deve entender que a resposta a uma agressão externa não é apenas um preparo militar, mas uma revolução democrática”, escreveu o presidente colombiano. E acrescentou: “É com mais democracia que se defende um país, não com mais repressões ineficientes.” Em outra mensagem, foi além, ao pedir "uma anistia geral e um governo de transição com a inclusão de todos e todas."
Nesse contexto, Trump conversou por telefone com Maduro no final de novembro. Segundo um alto funcionário da Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos teria feito uma espécie de ultimato, sugerindo que seria melhor para o líder venezuelano deixar o país e advertindo sobre sua disposição de seguir “destruindo navios”.
Maduro, por sua vez, descreveu a conversa como respeitosa e “cordial”, embora tenha evitado entrar em detalhes. Após a ligação, o venezuelano afirmou que, se a conversa representar avanços rumo a um diálogo respeitoso entre os Estados, a iniciativa seria bem-vinda, segundo relatou a CNN.
Assim, a oferta implícita da Colômbia surge como mais uma peça em um tabuleiro geopolítico extremamente frágil, no qual transição, exílio e negociação se cruzam como possíveis saídas para uma crise que ameaça transbordar por toda a região.
A Semana com The Daily Digest

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