domingo, 25 outubro 2026

Liderança feminina está a conquistar espaços na CEDEAO

 

Reunidas em plenário com centenas de mulheres oriundas de vários cantos da Nigéria, a ECOFEPA pôs o dedo na ferida e chamou atenção para maior solidariedade entre as mulheres, salientado que a África precisa de mulheres no topo das decisões, porque estudos apontam que quanto mais mulheres estiverem nas esferas de decisão, mais políticas sociais em prol das famílias são desenhadas e colocadas em prática.

Países como Serra Leoa, Senegal e Cabo Verde registam cada vez mais números de mulheres nas esferas de decisão, segundo dados e factos partilhados durante o encontro promovido pela associação das mulheres da Cedeao - ECOFEPA. Estiveram reunidas no parlamento a falar das suas conquistas na comunidade e dos desafios que ainda enfrentam.


Durante um acesso debate salientaram a existência de cada vez mais mulheres na política e em outras esferas de decisão, o que consideram trazer benefícios para a própria sociedade africana.

Reunidas em plenário com centenas de mulheres oriundas de vários cantos da Nigéria, a ECOFEPA pôs o dedo na ferida e chamou atenção para maior solidariedade entre as mulheres, salientado que a África precisa de mulheres no topo das decisões, porque estudos apontam que quanto mais mulheres estiverem nas esferas de decisão, mais políticas sociais em prol das famílias são desenhadas e colocadas em prática.

As mulheres presentes na discussão estão conscientes e têm conhecimento de estudos que provam que com a liderança feminina há menos corrupção.

A igualdade de oportunidades é um imperativo na CEDEAO

Ao comemorar 25 anos de existência do parlamento, a Cedeao faz um balanço satisfatório do avanço da temática igualdade e equidade de gênero. São questões que ganharam espaço nas políticas públicas traçadas e no próprio comportamento de homens e mulheres da comunidade.

Hoje discutem-se estas matérias com mais abertura. Fala-se das cotas sem complexos e vêm esta decisão como uma prioridade que urge ser implementada. Ao mesmo tempo, manifestam-se preocupação por causa de  comportamentos por parte de muitos homens que continuam agarrados ao poder, porque entendem que a liderança é para homens e que lugar das mulheres deve ser em casa a cuidar dos filhos.


Defendem a necessidade imperiosa de se impor as cotas para que a realidade possa mudar. A implementação da lei de paridade é apontada como um caminho a seguir. A medida já foi adotada por alguns países da CEDEAO, nomeadamente Senegal e Cabo Verde com resultados palpáveis. Serra Leoa tem apresentado resultados que marcam a diferença, segundo as oradoras presentes no debate sobre a promoção da representação proporcional das mulheres na governação.


O diálogo liderado por mulheres com histórias na comunidade revelou que a temática igualdade e equidade de gênero ganhou relevância nas discussões de políticas públicas. É que longe vão os tempos em que discutir igualdade entre homens e mulheres é algo inútil e sem resultados como ainda muitos pensam.

A temática assume centralidade e ocupa espaços paulatinamente nas medidas que vão sendo anunciadas e tomadas.A implementação das cotas passa a ser um imperativo, já que a tendência aponta para a existência de muitos homens que teimam em não ceder a cadeira do poder a favor de mulheres.

A implementação da lei de paridade tem de ser o caminho a seguir e já  existem exemplos que dignificam as mulheres, nomeadamente a nivel do parlamento da CEDEAO que está a ser presidido por uma mulher.


O desafio passa também pela implementação de orçamentos sensíveis ao gênero e sistemas de cuidados que permitem às mulheres se libertarem da dupla jornada, ou seja cuidar do lar e da família e dedicar-se à vida política.

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Comentários

joão do rosário
17 dias atrás

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jcf
19 dias atrás

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joão do rosário
21 dias atrás

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