As instalações da CNE permanecem cercadas por militares, com a presença de homens armados também no interior do recinto.
Esta foi a primeira aparição pública do presidente da CNE desde a sua libertação, no domingo. Não prestou declarações e surgiu com uma expressão séria e preocupada, acompanhado pelo secretário-executivo adjunto da Comissão, Idrissa Djaló.
Foi este quem tomou a palavra, confirmando o que já havia sido comunicado ontem à delegação da CEDEAO: que a Comissão não dispõe do material necessário para anunciar os resultados eleitorais.
Idrissa Djaló explicou que, no dia em que os militares tomaram o poder, homens armados e encapuzados invadiram as instalações da CNE, onde se encontravam cerca de 45 pessoas.
Confiscaram telefones, computadores, equipamentos e todo o material eleitoral. Naquele momento, a CNE tinha apenas na sua posse as actas de apuramento originais da região de Bissau.
Quanto às actas das outras regiões do país, foram igualmente interceptadas e confiscadas pelos militares, antes mesmo de chegarem a Bissau, acrescentou o porta-voz.
“Se falha uma etapa essencial, falha todo o processo”, concluiu a CNE.
Esta conferência marcou a primeira aparição pública do presidente da instituição. Npabi Cabi esteve detido durante cinco dias aqui mesmo nas instalações da CNE, juntamente com os seus secretários-executivos, também detidos.
Npabi Cabi não pronunciou uma única palavra, mantendo uma expressão séria visívelmente preocupada, e os jornalistas não foram autorizados a fazer perguntas.
As instalações da CNE permanecem cercadas por militares, com a presença de homens armados também no interior do recinto.
Npabi Cabi continua "sob protecção" dos militares. Relatos indicam que o presidente da CNE teme pela sua segurança e apela a comunidade internacional a garantir a sua protecção assim como a da sua família.
A Semana com RFI

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