segunda-feira, 26 outubro 2026

Crise na Educação: Sindep denuncia “atraso sistemático” no pagamento de salários e exige explicação do Governo

 

Actualmente, segundo Jailson Lopes, “há professores no mesmo concelho e escola a receberem com cerca de 10 dias de diferença, havendo mesmo casos de docentes que até hoje, não viram os seus salários”.

 

 

Em conferência de imprensa na cidade da Praia, o vice-presidente do Sindep, Jailson Lopes, sublinhou que os atrasos se verificam "desde o mês de Setembro a esta parte" e são motivo de preocupação para os docentes, que precisam de “organizar as suas vidas”.

 
O sindicalista destacou que a situação é anómala, referindo que antes existia uma data fixa de pagamento por concelho.
 
Actualmente, segundo Jailson Lopes, “há professores no mesmo concelho e escola a receberem com cerca de 10 dias de diferença, havendo mesmo casos de docentes que até hoje, não viram os seus salários”.
 
O Sindep instou o ME a justificar o não pagamento de "nenhum mês" de salário aos professores que iniciaram funções em Setembro deste ano.
 
“Esta situação tem sido repetitiva, ano após ano, o que afigura desumana e desrespeitosa”, sublinhou o vice-presidente do Sindep.
 
O sindicalista recordou ainda que em igual situação, encontram-se os professores que tiveram os contratos renovados em Setembro e não receberam o pagamento pelas férias, conforme determina a lei.
 
O Sindep continua a exigir do ME uma explicação sobre os recém-aposentados que foram excluídos da lista final do Plano de Carreiras, Função e Remuneração (PCFR) e de todos os colegas que estiveram em funções este ano mesmo aposentados receberam os seus retroactivos durante os meses que trabalharam de acordo com o PCFR.
 
Jailson Lopes lembrou também que falta ainda fazer o pagamento dos subsídios pela não redução da carga horária e a publicação da lista de redução da carga horária em falta desde 2023.
 
A estrutura sindical apelou ainda ao Ministério da Educação e às câmaras municipais para que criem condições para a implementação imediata e efetiva do PCFR das monitoras de infância.
 
O sindicalista assegurou que o ME justifica o atraso com questões técnicas e administrativas, como a actualização da base de dados e do sistema de pagamentos.
Jailson Lopes garantiu o “total compromisso” do sindicato em vigiar e exigir o cumprimento integral da lei, apelando ao engajamento da classe.
 
A Semana com Inforpres

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Comentários

joão do rosário
18 dias atrás

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jcf
20 dias atrás

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joão do rosário
22 dias atrás

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